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Reestruturação 27/11/2018 | 13:26

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Mesmo com lucros em alta, GM mundial anuncia demissões

Companhia já confirmou 14,8 mil cortes nos EUA e Canadá

Os planos da General Motors em fechar sete fábricas no mundo e demitir 14,8 mil trabalhadores somente na América do Norte fazem parte do processo de reestruturação da montadora. Em nome da rentabilidade, a GM vai penalizar cidades inteiras de diferentes países.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (26) e teve como justificativa a “adaptação às mudanças nas condições de mercado”. Quem vai pagar o preço dessa medida, mais uma vez, serão os trabalhadores.

Por enquanto, a GM divulgou que fechará cinco fábricas nos Estados Unidos e Canadá. A companhia ainda não anunciou quais são os outros países a serem atingidos, o que está levando os trabalhadores a um clima de tensão e insegurança.

É direito de todos os sindicatos e trabalhadores da montadora em conhecer planos de tamanha gravidade. Exigimos da direção da empresa uma posição clara e urgente sobre o assunto.
Que fique claro que a GM não está passando por dificuldades financeiras. Somente no terceiro trimestre deste ano, os lucros foram de US$ 2,53 bilhões. Nas palavras da vice-presidente de finanças da GM, Dhivya Suryadevara, à ocasião do balanço: “Receitas em alta, lucro em alta e margens em alta”. Para o primeiro trimestre de 2019, a expectativa é que o lucro atinja US$ 3,8 bilhões.

Aqui é importante ressaltar uma contradição. Quando a GM entrou em sua mais severa crise, em 2008, exigiu de seus trabalhadores uma série de concessões (como redução de direitos e de salários). Agora o momento é positivo e, mesmo assim, a companhia anuncia demissão em massa sem o menor pudor.

Esta reestruturação será realizada dez anos depois do governo norte-americano ter injetado US$ 50 bilhões em dinheiro público para salvar a empresa da concordata. Depois de receber as contas em ordem, o que a GM oferece de volta são milhares de demissões e fechamento de fábricas.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e a CSP-Conlutas manifestam sua total discordância aos planos da GM e convocam todas as organizações sindicais e trabalhadores de todas as unidades da montadora no mundo para se unirem numa luta internacional em defesa do emprego e contra o fechamento das fábricas.

Só a união e a mobilização conjunta e a solidariedade internacional podem reverter esta situação.

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