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PDV 21/10/2011 | 10:07

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Lesionados da GM aprovam calendário de mobilizações

Trabalhadores vão lutar contra ataques da montadora

Em assembleia no Sindicato nesta quinta-feira, dia 20, os trabalhadores lesionados da GM aprovaram um calendário de mobilizações e elegeram uma comissão. O objetivo é organizar a luta contra a política da empresa de precarização e assédio moral, que ficou ainda mais evidente após o anúncio do PDV (Plano de Demissão Voluntária).

Em muitas intervenções durante as assembleias, realizadas durante a manhã e a tarde de ontem, os trabalhadores portadores de doenças ocupacionais denunciaram a pressão que estão sofrendo para que eles façam adesão ao PDV anunciado.

Foi aprovado uma série de ações: uma reunião com o prefeito Eduardo Cury, em data ainda não definida, para que interceda a favor dos trabalhadores, e um ato em frente à agência do INSS, no próximo dia 27, para protestar contra a política nacional da Previdência Social.

Também haverá a distribuição de uma carta aberta à população, no dia 29, para alertar a população sobre os verdadeiros motivos que levaram a GM a abrir PDV, que é o de promover uma reestruturação e uma "higienização" na empresa, eliminando os trabalhadores doentes e acidentados.

Além disso, ficou definido que o Sindicato levará uma caravana de trabalhadores lesionados a Brasília, em novembro.

“Cerca de 30% dos trabalhadores da GM são lesionados. Não podemos permitir que a empresa produza cada vez mais doentes e depois os jogue fora, como algo descartável. É preciso que a empresa respeite, de uma vez por todas, a Convenção Coletiva, que garante estabilidade até a aposentadoria a todos lesionados ou portadores de doença ocupacional”, disse o presidente do Sindicato, Vivaldo Moreira Araújo.

Cerca de 150 trabalhadores lesionados participaram das assembleias.

Luta contra PDV
O Sindicato o e a CSP-Conlutas irão procurar o Governo Federal para abrir discussão sobre o PDV  aberto pela GM  na última terça-feira, dia 18. O anúncio das demissões ocorre em meio à política de incentivos à indústria automobilística adotada pela presidente Dilma Rousseff com o Plano Brasil Maior.

O Sindicato enviou um pedido de reunião emergencial para a Secretaria Geral da Presidência e para o Ministério do Trabalho. A entidade vai exigir estabilidade para todos os trabalhadores da GM e que não haja diminuição dos postos de trabalho. A montadora teria de garantir a reposição de todos os postos atingidos pelo PDV, com o mesmo nível salarial dos funcionários que aderirem ao programa.

Com o PDV, a montadora pretende reduzir de forma permanente o número de funcionários em suas fábricas no Brasil, como disse o próprio presidente da GM na América do Sul, Jaime Ardilla, em entrevistas à imprensa. Diante disso, o Sindicato considera urgente que o Governo Federal tome medidas de proteção ao emprego.

“Em meio aos subsídios e isenções generalizadas à indústria automobilística, é absolutamente inadmissível que a empresa apele para demissões e o governo se mantenha calado. Vamos exigir que a presidente Dilma interfira a favor dos trabalhadores”, afirma o secretário geral do Sindicato, Luiz Carlos Prates.

O PDV da General Motors em São José dos Campos vai atingir somente o setor de produção, que hoje conta com 8.461 trabalhadores, de um total de 8.910. O prazo de adesão ao PDV termina nesta sexta-feira, dia 21, mas a montadora não divulgou quais são suas metas.
 

 

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