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Mobilização 14/10/2011 | 10:33

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Pressão da população obriga vereadores da região a recuarem de supersalários

Em São José dos Campos vereadores devem votar proposta dia 27

A onda de protestos e manifestações contrárias ao aumento nos salários dos vereadores obrigou os parlamentares da região a recuar e iniciar um movimento de revogação dos reajustes que tinham concedido em seus próprios salários.

Em São José dos Campos, após quase dois meses de protestos, que uniram estudantes, sindicalistas, ativistas de movimentos sociais e militantes de partidos como o PSTU, a revogação pode estar próxima. Dois projetos foram apresentados – o primeiro proposto pelo PSTU, estudantes e movimentos sociais, e outro pelo DEM (Democratas). A votação está prevista para o próximo dia 27.

Na cidade, as sessões têm sido marcadas por protestos há quase dois meses. O aumento de 55% tinha sido aprovado pelos vereadores em 25 de agosto e elevava os salários dos atuais R$ 8,3 mil para R$ 15 mil a partir da próxima legislatura.

Nesta quinta-feira, dia 13, um novo protesto ocupou as galerias da Câmara para marcar posição contra os supersalários. 

Revogação em Paraibuna
A forte pressão popular serviu para pressionar também os vereadores de Paraibuna. No mês passado os vereadores haviam concedido um aumento salarial de 30% aos oito vereadores, prefeito e seu vice. Os vereadores passariam a ganhar R$ 2,9 mil por mês, o prefeito ganharia R$ 15 mil por mês e o vice-prefeito teria um salário de R$ 7,5 mil.

Com medo da repercussão que a medida provocou na população da cidade e vendo o exemplo dos vereadores de São José, que estão acuados, os parlamentares de Paraibuna foram os primeiros na região a revogar o aumento, na sessão de Câmara do último dia 10.

Os vereadores de Jacareí também já deram declarações de que devem revogar o reajuste de 50% incorporado aos próprios salários, aprovado em junho deste ano. Um projeto de lei foi apresentado no início dessa semana. Com o aumento, seus salários passariam de R$ 5,5 mil para R$ 10 mil por mês a partir de 2013.

Pressão total para evitar manobra
Os vereadores previam que, diante dos supersalários, haveria uma repercussão inicial, mas depois a “poeira” baixaria. Contudo, os manifestantes não deram trégua. As revogações na região são fruto da pressão popular e da forte mobilização que ocorre nos últimos meses.

Os vereadores não estão recuando dos supersalários porque ficaram “bonzinhos”. A questão é que, diante da grande mobilização e às vésperas de ano eleitoral, recalcularam suas ações.

Em São José e Jacareí, inclusive, pretendem é manobrar para manter algum outro tipo de reajuste.

Diferente do projeto apresentado pelo PSTU que revoga e não propõe reajuste nenhum, a proposta que está sendo acordada nos bastidores é reduzir o aumento dos atuais 55,13% para 21%. Ainda assim, os vereadores passariam a receber R$ 10 mil por mês.

“A proposta inicial dos vereadores era de aumentar seus salários em 80%. As manifestações derrubaram esse índice para 55% e agora 21%. Mas é preciso continuar para mostrar que a população não aceita nenhum centavo de aumento para os vereadores”, afirmou o presidente municipal do PSTU, Antonio Donizete Ferreira, o Toninho.

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