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Seminário 26/06/2018 | 09:11

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Nesta Campanha Salarial, luta será contra reforma trabalhista

Encontro reuniu os quatro sindicatos que formam o bloco do interior: São José dos Campos, Campinas, Limeira e Santos

A Campanha Salarial 2018 vai exigir muita luta dos trabalhadores. Com a reforma trabalhista já em vigor, o grande desafio será a defesa da Convenção Coletiva da categoria e aumento real de salário.
Este foi o ponto central das discussões do Seminário da Campanha Salarial 2018, ocorrido no sábado (23), na subsede das Chácaras Reunidas.

O encontro reuniu os quatro sindicatos que há 21 anos formam o bloco do interior: São José dos Campos, Campinas, Limeira e Santos.
Em breve, será convocada a Assembleia Geral da categoria para votação da pauta de reivindicações.

Não à retirada de direitos
Um dos maiores ataques do governo Temer, a reforma trabalhista dá aos patrões a ideia de que poderão acabar com direitos dos trabalhadores. Mas os metalúrgicos não deixarão passar essa afronta.

No ano passado, antes mesmo da reforma entrar em vigor, a categoria foi à luta e conseguiu garantir a manutenção de direitos, como estabilidade dos lesionados e proibição da terceirização da produção.

Como este ano a reforma já está valendo, a luta tem de ser ainda maior.

“As convenções e acordos coletivos têm de ser defendidos com toda força pela categoria. A reforma trabalhista abre caminho para a retirada de direitos e, portanto, tem de ser duramente combatida”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Renato Almeida.

Aumento real

Além de lutar por direitos, será fundamental garantir aumento real de salário. A inflação prevista para o período (setembro de 2017 a agosto de 2018) é de 2,52% pelo INPC, mas a verdade é que o custo de vida cresceu muito mais do que isso.

Aí vão alguns exemplos: em um ano, os gastos com a habitação cresceram 6,12%; com o transporte, 6,29%; com a saúde, 4,65%.

Já os patrões não param de encher os bolsos às custas do suor do trabalhador. Em um ano, o faturamento médio gerado por cada empregado cresceu 16,12%.

“Sabemos que a luta por direitos e aumento real vai ser dura. Por isso mesmo, teremos de unir todos os esforços para conquistar nossas reivindicações”, afirma o diretor do Sindicato Alex da Silva Gomes, o Cabelo.

Mulheres
Se a vida dos trabalhadores não é fácil, a das trabalhadoras é ainda mais difícil. Assédio moral e sexual, salários mais baixos e condições de trabalho precarizadas são alguns dos ataques vividos pelas mulheres nas fábricas.

No seminário, uma bancada de trabalhadoras representou as companheiras metalúrgicas e reafirmou a necessidade de defender a manutenção das cláusulas sociais já existentes e conquistar novos direitos.

“Esta é uma luta que tem de ser de todos: homens e mulheres. O machismo está dentro e fora das fábricas e deve ser combatido de forma permanente”, afirma a diretora Marina Sassi.

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