Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região

Voltar para Página Inicial

Imprensa / Últimas Notícias

Rio de Janeiro 11/05/2018 | 16:59

  • Aumentar Fonte
  • Diminuir Fonte
  • RSS
  • Imprimir
  • Enviar por e-mail

Vereador e PMs tornam-se principais suspeitos por execução de Marielle e Anderson

Crime teria sido planejado desde junho de 2017

O aprofundamento das investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes aponta para o envolvimento direto de políticos e policiais no caso que chocou o país.

Passados dois meses das execuções, os principais suspeitos de terem arquitetado a morte de Marielle são o vereador Marcello Siciliano (PHS) e o ex-PM Orlando Oliveira de Araújo. Segundo uma testemunha, outro policial militar do 16º Batalhão (Olaria) também estaria no carro onde partiram os tiros que mataram a vereadora e o motorista.

A apuração dos fatos dá conta de que o crime foi planejado desde junho de 2017 e que a motivação seria a atuação política de Marielle nas comunidades da zona oeste. Para os criminosos, a parlamentar estaria atrapalhando os planos de expansão da milícia comandada por Araújo.

O envolvimento do vereador Siciliano com as milícias que atuam naquela região também é conhecido. Um inquérito da Polícia Civil, inclusive, comprovou a estreita ligação do parlamentar com criminosos, mas ele nunca chegou a ser indiciado.

Além disso, outros dois fatos que vieram à tona nas últimas perícias chamam a atenção. As cinco câmeras de segurança da Prefeitura do Rio de Janeiro localizadas no local onde houve o crime foram desligadas uma semana antes do assassinato. Também foi averiguado que os assassinos utilizaram uma submetralhadora (HK MP5) de uso exclusivo das forças especiais da PM fluminense.

O assassinato de Marielle e Anderson não podem permanecer impunes. É necessário que a sociedade exija transparência e maior rapidez nas investigações, a punição dos envolvidos e o fim da intervenção militar, que, como se vê, não trouxe nenhum benefício para a população do Rio de Janeiro. Pelo contrário.

“A intervenção militar no Rio de Janeiro só fez aumentar o nível da violência contra a população pobre e negra daquele estado. A sociedade deve se mobilizar e pressionar para que ocorra a rápida elucidação do caso Marielle e a consequente prisão dos criminosos. Está claro que a vereadora foi morta por sua atuação combativa contra a violência da polícia, milícias e outras figuras poderosas da política local”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Veja mais Notícias



Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Santa Branca e Igaratá
Sede: Rua Coronel Moraes, 143, Jardim Matarazzo, São José dos Campos - SP | Telefone: (12) 3946.5333 | Fax: (12) 3922.4775.
© 2018 Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região - Todos os direitos reservados | Desenvolvimento Web: ClickNow®