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Corrupção 11/04/2018 | 09:27

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Ex-presidente Lula é preso por condenação em caso do triplex

Queremos cadeia para todos os corruptos

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se entregou à Polícia Federal e foi preso na noite de sábado (7), após ficar dois dias na sede do sindicato dos metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP). Lula estava no prédio desde quinta-feira (5), quando o juiz Sérgio Moro expediu o mandado de prisão.

Horas antes, na madrugada da mesma quinta, o STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou, por 6 votos a 5, o pedido de habeas corpus preventivo em favor do petista.

Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão, em segunda instância, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex no Guarujá (SP). O apartamento e sua reforma seriam uma retribuição da construtora OAS ao ex-presidente, por conta de favorecimentos em contratos com a Petrobras.

Reunidos em frente ao sindicato do ABC, o PT e partidos aliados repetiram diversas vezes que o ex-presidente seria um “preso político”. Ocorre que isso não é verdade! Lula acabou sendo levado à cadeia pelo seu envolvimento em corrupção, da mesma forma que outros políticos, como Eduardo Cunha, Sérgio Cabral, Antônio Palloci e Delúbio Soares.

Lula paga o preço de suas próprias escolhas
A prisão de Lula não deixa de ser um fato a se lamentar, até porque ele foi uma destacada liderança dos trabalhadores nas décadas de 70 e 80.

Mas não há como negar: Lula está pagando o preço de suas próprias escolhas.

No poder, o ex-presidente se aliou aos banqueiros e grandes empresários e se uniu a notórios corruptos, como José Sarney, Michel Temer, Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Roberto Jefferson.

Sindicato e CSP-Conlutas protestam contra a corrupção do governo Lula, em 2005

Para se ter uma ideia, os bancos lucraram 8 vezes mais no governo Lula do que no de FHC. Os patrões também “nunca ganharam tanto”, segundo as palavras do próprio ex-presidente, repetidas em diversas oportunidades.

Lula destinou algumas “migalhas” para os mais pobres, mas governou para o andar de cima.

Em 2003, aprovou uma reforma da Previdência que atacou direitos históricos dos servidores públicos. E o pior: o apoio dos parlamentares a esse ataque foi comprado com dinheiro do Mensalão.

Sem defesa
A classe trabalhadora não tem se mostrado disposta a defender Lula, como gostariam as lideranças do PT. Esse “descolamento” indica que os trabalhadores não confiam na inocência do ex-presidente e não estão dispostos a colocar a sua luta a reboque de um projeto eleitoral.




É óbvio que a prisão de Lula não acaba com a corrupção e a impunidade que reinam em nosso país.

Michel Temer, Geraldo Alckmin, Aécio Neves e tantos outros continuam livres e soltos. Os caciques do atual governo e os tucanos permanecem ilesos das ações da Justiça (que, sabemos, tem um lado: o dos ricos e poderosos).

“Sempre defendemos a prisão e o confisco dos bens de todos os corruptos, independentemente do partido. Se os processos envolvendo o atual governo e os tucanos não estão caminhando, é preciso que os trabalhadores tomem as ruas para exigir a condenação de todos os corruptos e corruptores”, afirmou o presidente eleito do Sindicato, Weller Gonçalves.

 

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