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Mais corrupção 29/03/2018 | 16:25

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Amigos de Temer são presos em escândalo de empresas de portos

Presidente também está sendo investigado e já teve a quebra de sigilo bancário autorizado

A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (29), amigos e aliados do presidente Michel Temer (MDB) durante a Operação Skala, que investiga a edição de um decreto que beneficiou empresas portuárias em troca de propina. A prisão volta a fechar o cerco a Temer por suspeita de corrupção.

Foram presos o ex-assessor do presidente José Yunes, o ex-coronel da Polícia Militar João Batista Lima Filho e o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi (MDB). Yunes e Lima Filho são amigos íntimos de Temer. Também foi preso Antônio Celso Greco, dono da empresa Rodrimar, uma das possíveis beneficiárias do decreto, segundo a PF.

Em maio de 2017, um decreto assinado por Temer aumentou o prazo da concessão de áreas do Porto de Santos, de 25 anos para 35 anos, com chance de prorrogação por até 70 anos. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o decreto teria sido aprovado após pagamento de propina.

Temer também é investigado na operação. No início do mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barros autorizou a quebra dos sigilos bancário, telefônico e telemático (e-mails) do presidente.

O inquérito que investiga o esquema de corrupção no setor de portos foi aberto por Barroso, em setembro do ano passado, com base nas delações dos empresários do grupo J&F Joesley Batista e Ricardo Saud.

Em 2017, com uma escancarada compra de votos na Câmara, o presidente conseguiu impedir, por duas vezes, que as denúncias de corrupção apresentadas contra ele pela PGR chegassem ao STF. Dessa vez, o enfraquecimento da base aliada e a proximidade da eleição podem fazer que com que uma eventual nova denúncia não seja barrada. Neste caso, o presidente Temer poderá ser afastado do cargo.

“Temer vai passar do primeiro ao último dia de seu mandato se esquivando das investigações de corrupção. A prisão de seus aliados mostra a quadrilha que é esse governo, que usa do poder público em benefício próprio e dos empresários. No final, quem paga a conta são os trabalhadores. Fora Temer e todos os corruptos do Congresso”, afirma o secretário-geral do Sindicato, Renato Almeida.

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