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Contra a precarização 12/03/2018 | 13:31

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Com 20 mil postos de trabalho fechados em 5 anos, funcionários dos Correios entram em greve no país

Trabalhadores cobram contratações por concurso público, fim das demissões e da terceirização

Os trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve em várias cidades do país nesta segunda-feira (12) contra a precarização do trabalho e o sucateamento da estatal. Eles reivindicam novas contratações por meio de concurso público, o fim das demissões, da terceirização e são contra o aumento da mensalidade do plano de saúde.

Sem concurso desde 2011 e com sucessivos cortes via PDV (Programa de Demissão Voluntária), os grevistas denunciam o sucateamento proposital dos Correios por parte do governo, com o objetivo de privatizar a empresa.

A estatal já fechou quase 20 mil postos de trabalho nos últimos cinco anos. O quadro de funcionários caiu de 125,4 mil, em 2013, para os atuais 106 mil, uma queda de 15,5%. Segundo a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios), para prestar um serviço de qualidade à população, a empresa deveria contar com 140 mil funcionários.

A Federação espera adesão à greve de 36 sindicatos filiados em todos os estados. Em São José dos Campos, a segunda-feira começou com paralisação em algumas unidades.

Plano de saúde
Os trabalhadores também são contra o aumento abusivo do desconto do plano de saúde. Com salários de cerca de R$ 1.600, os funcionários poderão ter de pagar até R$ 900 por conta do plano. A reivindicação, que já motivou uma greve no último ano, irá à julgamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST), nesta segunda-feira.

Outra demanda dos trabalhadores é o fim da terceirização e do fechamento de agências. A empresa anunciou uma meta de fechar mais de 2.500 agências em todo país.

“Os trabalhadores dos Correios têm todo nosso apoio nesta greve em defesa da estatal. Não podemos aceitar que o governo demita, precarize os serviços e as condições de trabalho, para depois vender a empresa, que é um patrimônio dos brasileiros e fornece serviços essenciais à população”, afirma o presidente eleito do Sindicato, Weller Gonçalves.

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