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Até o fim do ano 20/02/2018 | 17:06

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Derrotado, Temer suspende reforma da Previdência

Mudanças na aposentadoria ainda são prioridade do governo, por isso é preciso manter alerta

Diante da resistência dos trabalhadores e sem os 308 votos necessários para aprovar as mudanças na aposentadoria, o governo de Michel Temer (MDB) anunciou, na segunda-feira (19), a suspensão da tramitação da reforma da Previdência.

A decisão representa um importante avanço na luta dos trabalhadores que, desde 2016, vêm realizando paralisações e greves para derrotar a proposta.

Na tentativa de camuflar seu fracasso em conseguir a aprovação da reforma, Temer usou como argumento o decreto de intervenção militar federal no Rio de Janeiro, vigente até 31 de dezembro. A medida impede a votação de qualquer alteração constitucional durante o período de intervenções.

Mas, apesar da interrupção da tramitação, é necessário manter o alerta. O governo não desistiu de mudar as regras da Previdência. A proposta pode voltar à pauta de votação após as eleições, quando a pressão sobre os parlamentares será menor.

Outra possibilidade é que a reforma seja votada no próximo governo. Por isso, atenção à opinião dos candidatos sobre o tema. Em nossa região, os deputados Eduardo Cury (PSDB), Marcio Alvino (PR) e Pollyana Gama (PPS) são a favor das mudanças que, na prática, vão acabar com o acesso de milhares de trabalhadores à aposentadoria.

Para o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, a reforma já teria sido aprovada se não fosse pela pressão que os trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais fizeram sobre os parlamentares, mostrando total insatisfação com a proposta do governo. O noss Sindicato sempre foi linha de frente nesta luta.

Desde julho de 2016, quando o governo iniciou os debates sobre a reforma, o Sindicato realizou uma grande campanha com vídeos, cartilha e debates e organizou a luta contra o ataque. Foram dezenas de protestos na região, dias unificados de luta com as centrais sindicais, reuniões com os deputados da região, audiência pública na Câmara de São José, além da caravana a Brasília e da Greve Geral do dia 28 de abril.

“Nossa luta atrapalhou a vida do governo e provou que é possível vencermos. É preciso que as centrais sindicais mantenham a mobilização. Nenhuma tarefa é mais importante do que barrar de vez os riscos do fim da aposentadoria”, finaliza Macapá.

Plano B
Para substituir a reforma da Previdência, Temer anunciou um “plano B”, com 15 medidas que incluem a privatização da Eletrobras e a independência do Banco Central. Nos dois casos, a população e o país só perdem.

A Eletrobras é responsável pela geração de um terço de toda a energia do país. Sua venda ao capital privado seria entregar de bandeja esse valioso patrimônio nacional.

Em relação ao Banco Central, torná-lo independente seria deixar a economia do Brasil nas mãos do mercado (banqueiros e empresários).

“Durante todo o seu governo, o presidente Temer só tomou medidas prejudiciais ao povo e que beneficiam grandes grupos empresariais e financeiros. Não é por acaso que exigimos a saída de Temer”, conclui Macapá.

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