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Saúde pública 18/01/2018 | 15:25

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Com descaso do governo, febre amarela volta a atingir população

Ministério da Saúde havia decretado fim do surto em setembro

O vírus da febre amarela, controlado no país desde 1942, volta a assustar a população e ameaça o estado de São Paulo de forma inédita. Na quarta-feira (17), a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o estado na área de risco da doença.

Apesar de não existir consenso entre os pesquisadores sobre como o vírus avançou da região Norte até a costa do país, é inquestionável que a negligência do poder público foi um fator decisivo para sua disseminação nas cidades.

De julho de 2017 a janeiro deste ano, em todo país, 779 pessoas foram contaminadas e 262 morreram, 11 delas no estado de São Paulo. Até agosto do ano passado, o país havia registrado o que foi considerado o maior surto da história, com 777 casos e 271 mortes. Em setembro, o Ministério da Saúde chegou a decretar o fim desse surto.

No ambiente urbano, a falta de saneamento básico é um dos principais fatores de disseminação do mosquito. Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 83% da população do país têm acesso a água encanada. O restante ainda armazena água de forma irregular – o que favorece a propagação de mosquitos.

O descaso do governo federal fica mais evidente ao se observar os valores divulgados por um estudo da Fundação Getúlio Vargas. “Em janeiro (de 2017), mês crucial para atuação de controle da doença, o gasto com vigilância epidemiológica foi de apenas R$ 3 milhões, enquanto que em 2016 foi de R$ 74 milhões e 2015, R$ 181 milhões”, revela um trecho do relatório.

A origem do surto
Dentre os possíveis fatores apontados por especialistas para o avanço do vírus pelo país estão o desmatamento, o tráfego de animais ou viagem de pessoas infectadas e a falta de campanhas de imunização em locais chave, como Minas Gerais. O estado está na área de recomendação de vacina há dez anos, mas apenas 49% do território teve cobertura no ano passado, quando começou o surto.

Para o epidemiologista Eduardo Massad, da Faculdade de Medicina da USP, a concentração de registros em municípios da região do rio Doce pode estar relacionada ao rompimento da barragem de Mariana. Na avaliação de Massad, a tragédia pode ter contribuído ao exterminar do ecossistema predadores naturais do mosquito transmissor, como os sapos.

“Depois de sucessivos surtos de dengue, zika vírus e chicungunha, o descaso dos governos com saúde e saneamento é responsável por espalhar pelo país o desastre da febre amarela. Como sempre, quem mais sofre é a população pobre”, afirma a diretora do Sindicato Aline Bernardo dos Santos.

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