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Menos direitos 13/11/2017 | 16:40

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Trabalhadores já sentem impactos negativos da reforma trabalhista

Empresários cortam valor da hora extra e adotam trabalho intermitente com salário miserável

Os trabalhadores já estão sentindo os impactos da retirada de direitos imposta pela reforma trabalhista, em vigor desde sábado (11). Logo no primeiro dia de vigência, empresários e até mesmo juízes usaram a nova legislação para atacar os trabalhadores.

Como uma espécie de ato inaugural da reforma, o juiz do trabalho da Bahia José Cairo Júnior condenou um trabalhador a pagar ao empregador uma multa de R$ 8.500, referente às custas processuais. O juiz considerou que o autor da ação agiu de má-fé ao acionar a justiça.

No processo, o trabalhador pedia o pagamento de horas extras e uma indenização por ter sido assaltado a mão armada no caminho para o trabalho.

O caso é um exemplo das dificuldades que os trabalhadores terão para recorrer à Justiça a partir de agora.

No mesmo dia, o Hospital Dom Alvarenga, de São Paulo, cancelou o direito a folgas e os 100% de hora extra para quem trabalha nos feriados, em jornada de 12 por 36 horas. Com a medida, esses profissionais trabalharão mais e receberão menos.

A rede de franquias Sá Cavalcante (dos restaurantes Bob’s, Spoleto e Choe’s Oriental Gourmet) está oferecendo vagas para trabalho intermitente aos sábados e domingos, com salário de R$ 4,45 por hora. Além de não ter qualquer direito garantido, esses trabalhadores ainda terão de aceitar míseros R$ 180 mensais, valor que mal paga o transporte.

O trabalho intermitente também será adotado pela rede de lojas Riachuelo, como informou o empresário Flávio Rocha em entrevista à Folha de São Paulo.

Esses exemplos são apenas uma pequena demonstração do que vem por aí. Em todo país, entidades empresariais como a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) realizam seminários para discutir como aplicar a reforma.

Em nossa região, a mobilização dos metalúrgicos garantiu a renovação das convenções e acordos coletivos de trabalho, criando barreiras para impedir que os patrões apliquem pontos importantes da reforma, como a ampliação da terceirização e a permissão para que grávidas atuem em locais insalubres.

“Nossa luta ainda não acabou. Os patrões não vão desistir de aplicar a reforma. Por isso, é necessário uma grande mobilização nacional, com uma nova greve geral que exija a revogação da reforma”, afirma o diretor do Sindicato Weller Pereira Gonçalves.

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