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Operação salva-governo 11/10/2017 | 15:19

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Deputado tucano recomenda barrar segunda denúncia contra Temer

Com ajuda especial do PSDB, deputados armam nova salvação do presidente

Mais uma vez, a operação para salvar o presidente Michel Temer (PMDB) está armada no Congresso Nacional. Nessa terça-feira (10), o relator da segunda denúncia contra o presidente e mais dois ministros recomendou a rejeição das acusações criminais realizadas pelo Ministério Público Federal.

Enquanto o parecer era lido pelo relator, deputado Bonifácio de Andrada (PSDB), na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ), parlamentares com lista de exigências em mãos faziam fila no Palácio do Planalto para reunirem-se com o presidente e negociarem seus votos.

Assim como foi na votação de agosto, que barrou a denúncia contra Temer por corrupção passiva, o toma lá, dá cá volta a se repetir. Em troca do voto a favor da rejeição das denúncias, Temer oferece cargos no governo e mais dinheiro para emendas parlamentares.

O presidente e seus ex-ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco foram denunciados pelo Ministério Público por obstrução da Justiça e organização criminosa. A votação na CCJ está marcada para a próxima quarta-feira (18). A previsão é que o relatório seja votado no plenário da Câmara no dia 25.

O governo tem pressa para encerrar o assunto e garantir a votação da reforma da Previdência ainda este ano. Para que a denúncia seja encaminhada ao Supremo Tribunal Federal, são necessários 342 votos entre os 513 deputados.

Ajudinha tucana
Desta vez, a operação de salvação do governo contou com uma ajudinha especial do PSDB, que já sabia da posição de Andrada favorável a Temer e seus ex-ministros. O partido chegou a propor manobras na CCJ para manter o deputado como relator da denúncia.

O relatório em defesa do presidente foi outro show de horrores. Nele, Andrada reclama que não existe mais imunidade parlamentar no Brasil, o que, em sua visão, teria levado à perda de eficiência do poder legislativo.

Não se poderia esperar outra postura do deputado. Andrada iniciou sua carreira política apoiando o regime militar e pertence a uma família que, desde o Império, ocupa cargos nos governos.

“Este governo está podre e se apoia no que há de pior da política nacional para permanecer em pé. Só mesmo com a população na rua, poderemos colocar pra fora Temer e toda corja de corruptos do Congresso”, afirma o presidente do Sindicato Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

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