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Campanha Salarial 09/10/2017 | 18:33

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Em assembleias, metalúrgicos da GM rejeitam proposta de reajuste salarial

Trabalhadores também realizaram passeata por investimentos na fábrica

Em duas assembleias que totalizaram cerca de 1200 metalúrgicos, nesta segunda-feira (9), foi rejeitada a proposta da General Motors para a Campanha Salarial. Os trabalhadores reivindicam a reabertura das negociações entre a montadora e o Sindicato. Pela manhã, houve passeata até a Prefeitura.

Nas negociações, a GM apresentou três propostas, mas nenhuma delas inclui aumento real de salário. Além disso, a empresa propôs o fim da cláusula que garante a estabilidade para lesionados. Atualmente, em um universo de 4.500 funcionários, cerca de 1 mil possuem problemas de saúde causados pelas condições de trabalho.

As alternativas de propostas apresentadas pela montadora e rejeitadas em assembleia são:

- 1,73% de reajuste salarial retroativo a setembro. O índice equivale à inflação do período (entre setembro de 2016 e agosto de 2017) ou

- 1,73% de reajuste em março de 2018 e R$ 550 de abono em outubro de 2018 ou

- zero de reajuste salarial e R$ 1.100 de abono em outubro.

Todas as alternativas estão acompanhadas do fim da estabilidade para lesionados em novos contratos de trabalho.

“A estabilidade dos lesionados é uma conquista histórica da categoria. Ao propor sua extinção, a GM quer demitir aqueles que perderam parte de sua capacidade de trabalho em razão das condições de produção impostas pela própria fábrica. Por isso, não podemos abrir mão desse direito”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Para que todos os trabalhadores tivessem a oportunidade de participar, as assembleias foram realizadas às 10h e às 17h, na sede do Sindicato.

Passeata
Os mesmos trabalhadores que participaram da assembleia no período da manhã realizaram uma passeata até a Prefeitura de São José dos Campos. Com a manifestação, os trabalhadores pressionaram o prefeito Felicio Ramuth (PSDB) para discutir com o Sindicato sobre o acordo de R$ 2,5 bilhões assinado pela GM.

Diante do prostesto, foi agendada a reunião entre prefeito e Sindicato para quarta-feira (11), às 11h.

Em 2013, a montadora se comprometeu a trazer investimentos para a fábrica local e abrir 2.500 postos de trabalho, em 2017. Até agora o acordo não foi cumprido.

A passeata teve a participação de dirigentes do UAW, sindicato que representa trabalhadores de montadoras nos Estados Unidos.

“Estamos aqui hoje para trazer a solidariedade dos trabalhadores americanos da GM e dizer que estamos reportando tudo para o UAW, que está em contato direto com a montadora”, disse o dirigente do sindicato norte-americano Rafael Guerra.

 

 

 

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