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Desrespeito à segurança 06/10/2017 | 10:53

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Em dia de greve e assédio na Gerdau, trabalhador sofre acidente

Operador teve o braço trincado e sofreu um corte na cabeça

O descaso da Gerdau com as condições de trabalho causou um acidente na fábrica de soldas, na tarde dessa quarta-feira (4). No mesmo dia, seguranças da empresa agrediram um trabalhador do Sindicato para tentar acabar com a greve que havia sido aprovada em assembleia.

O acidente aconteceu quando o bobinador de uma trefiladora de arames foi acionado automaticamente e atingiu o braço de um operador (nome não será divulgado para preservar o metalúrgico).

O trabalhador sofreu uma queda, trincou o osso do braço e teve um corte profundo na cabeça, além de escoriações nas costas.

O funcionário, que trabalha há 15 anos na Gerdau, atua na fábrica de rolos e opera empilhadeira e máquinas de trefilação. No dia do acidente, como a imensa maioria dos trabalhadores estava em greve, o chefe do operador determinou que ele ficasse na área de soldas.

A trefiladora de arames é considerada uma máquina problemática e o sensor de segurança não funcionou no momento em que estava sendo manuseada pelo operador. Há um histórico de acidentes que já lesionaram outros dois trabalhadores.

No dia da greve, a Gerdau praticou forte assédio moral contra os trabalhadores. Mesmo com a produção parada e, portanto, sem condições de colocar as máquinas para rodar em segurança, a chefia pressionou diversos trabalhadores para que entrassem na fábrica. Mais um motivo para que a Gerdau seja responsabilizada pelo acidente.

Repressão à organização sindical
A Gerdau mais uma vez recorreu à truculência contra o direito à greve e à organização sindical. Dois seguranças da empresa agrediram um funcionário do Sindicato, durante a paralisação pela Campanha Salarial.

Os seguranças da Engeseg, empresa contratada pela Gerdau, foram para cima do assessor sindical José Donizetti de Almeida, causando uma lesão em seu ombro, conforme constatado em exame médico.

“A Gerdau trata o movimento sindical com repressão, como se reivindicar direitos fosse caso de polícia. Não vamos aceitar essa postura e já estamos tomando as providências necessárias”, afirma o diretor do Sindicato José Dantas Sobrinho.

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