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Fora todos eles 06/09/2017 | 15:20

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Malas de dinheiro de ex-ministro de Temer e denúncia contra Lula e Dilma mostram corrupção generalizada

Soma apreendida em apartamento usado por Geddel Vieira Lima é de R$ 51 milhões

A apreensão de uma “montanha de dinheiro” pela Polícia Federal, na terça-feira (5), em um apartamento usado pelo ex-ministro do presidente Michel Temer, Geddel Vieira Lima (PMDB), provocou indignação em todo brasileiro que dá duro para pagar as contas. No mesmo dia, os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff (PT) foram denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por organização criminosa.

A descoberta do dinheiro no apartamento usado por Geddel – nada menos que R$ 51 milhões distribuídos em malas e caixas – complica ainda mais a situação do ex-ministro, que era considerado homem forte do governo até ser preso, em julho.

A ação da PF faz parte da Operação Tesouro Perdido, desdobramento da Cui Bono, em que Geddel é acusado de receber propina para manipular empréstimos da Caixa Econômica Federal. Ele foi vice-presidente do banco entre 2011 e 2013, por indicação da então presidente Dilma. Atualmente, Geddel cumpre prisão domiciliar.

Organização criminosa
As denúncias apresentadas ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra Lula e Dilma também atingem duramente o PT. Além dos ex-presidentes, a cúpula do partido também está sendo incriminada, como a senadora e atual presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e o ex-tesoureiro João Vaccari Neto, além dos ex-ministros Antônio Palocci, Paulo Bernardo, Edinho Silva e Guido Mantega.

Eles são acusados de comandar um esquema de arrecadação de propina por meio da Petrobras, BNDES e Ministério do Planejamento, que teria movimentado quase R$ 1,5 bilhão.

Segundo a denúncia, a organização criminosa também era composta por integrantes do PMDB e PP. O STF ainda precisa decidir se aceita as denúncias.

Suspeitas sobre a PGR
As denúncias de corrupção não atingem apenas os políticos. A nova bomba recai agora sobre a própria Procuradoria-Geral da República. O delator e ex-diretor da JBS, Ricardo Saud, disse em conversa gravada acidentalmente com seu chefe, o empresário Joesley Batista, que o ex-procurador Marcello Miller estava ajudando a empresa a acertar detalhes de um acordo de delação premiada.

A acusação já está sendo usada por Temer, que quer se ver livre das acusações feitas por Joesley e Saud e tem disparado vários torpedos contra a atuação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

“Para onde se olha, vemos corrupção. Enquanto isso, a classe trabalhadora tem sido atacada pelo desemprego e as medidas que acabam com direitos históricos. É mais do que necessária a convocação de uma nova Greve Geral para colocarmos Temer e esse Congresso imundo para fora e, da mesma forma, exigirmos a revogação da reforma trabalhista e a lei da terceirização”, disse o secretário-geral do Sindicato, Renato Almeida.

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