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Machismo e falta de creche 05/09/2017 | 14:13

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Metade das mulheres é demitida após fim da licença-maternidade

Maioria dos desligamento se dá por demissão por justa causa

Um estudo da Fundação Getúlio Vargas revela o quanto a discriminação à mulher após o parto ainda é grande nas empresas. Segundo o levantamento, metade das mulheres é demitida em até doze meses depois do início da licença-maternidade.

Pela lei, as trabalhadoras com registro em carteira têm direito a quatro meses de licença-maternidade e mais um mês de estabilidade após o retorno ao trabalho. Daí em diante, elas podem ser demitidas a qualquer momento.

Em algumas Convenções e Acordos Coletivos garantidos pelo Sindicato dos Metalúrgicos, a licença-maternidade é de seis meses.

A pesquisa mostrou que, a partir do quinto mês, 5% das mulheres são desligadas do trabalho. Esse porcentual sobe para 15% no sexto mês. Um ano depois, 48% estão fora do emprego.

Segundo a pesquisa, a maior parte dos desligamentos se dá por demissão sem justa causa. Os pesquisadores ressalvam, no entanto, que a falta de creches também é um fator que leva muitas mulheres a buscarem um acordo de demissão para ter acesso ao FGTS e seguro-desemprego.

Participação no mercado
A pesquisa mostrou também que a presença de um filho reduz a participação da mulher no mercado de trabalho. Para trabalhadoras entre 25 e 44 anos, sem filhos, essa taxa é de 65%. Já entre as que têm filhos, a participação cai para 41%.

Para o homem, ter um filho não reduz sua participação no mercado de trabalho. Na mesma faixa etária, 92% dos homens com filhos de até 1 ano estavam trabalhando.

“A pesquisa revela a cultura machista existente no mercado de trabalho que trata as gestantes e lactantes como um problema, um prejuízo para a empresa. Enquanto os pais têm seus empregos preservados, as mães são demitidas ou forçadas a pedir demissão por não ter com quem deixar os filhos, o que reforça a ideia de que a responsabilidade com o bebê é só dela. É preciso combater essas ideias”, afirma a diretora do Sindicato Luciene da Silva.

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