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Machismo 16/08/2017 | 16:17

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Jovem é agredida após recusar beijo em casa noturna de São José dos Campos

Agressão machista aconteceu no Pub e teve repercussão nas redes sociais

Uma estudante de 23 anos foi vítima de agressões logo após negar um beijo dentro da casa noturna Dunluce Irish Pub, em São José do Campos, na madrugada deste domingo (13).

O caso é um exemplo claro de como o machismo ainda é forte em nossa sociedade, fazendo com que muitos homens se recusem a aceitar um simples “não” como resposta e partam para a violência.

Segundo o relato de uma amiga da vítima postado no Facebook, três amigas se divertiam quando começou a agressão. “Foi tudo muito rápido e quando vimos, ele já estava desferindo tapas e socos no rosto da minha amiga. Tapas e socos no rosto de uma mulher, pelo simples fato de ela não querer se relacionar com ele”, relatou a testemunha na publicação.

O relato da agressão recebeu mais de 800 comentários e teve 600 compartilhamentos no Facebook. A postagem foi apagada da rede social, talvez por pressão da própria casa noturna em função da grande repercussão negativa.

Mas a violência do machismo não parou por aí. Apesar de separarem a briga gerada pela agressão, os seguranças da casa noturna se negaram a ajudar a vítima oferecendo informações sobre o agressor para que o caso fosse registrado na polícia e ainda ridicularizaram a jovem.

“Solicitei ao menos o nome do cara, para que pudéssemos fazer um boletim de ocorrência. Tive que ouvir 'você vai ter que pedir para o seu advogado pedir as informações', em um tom de deboche. Nós tivemos que insistir para que saíssem da casa conosco, estávamos com medo de sair e encontrar o cara nas redondezas”, escreveu a jovem.

O caso foi denunciado na Delegacia de Defesa da Mulher. Após a repercussão do caso, a direção da casa noturna liberou o acesso às imagens das câmeras de segurança e a outras informações que possam ajudar na identificação do agressor.

Só a mulher sabe
Em seu relato, a amiga da vítima expressou ainda sua indignação diante deste tipo de violência, que fere todas as mulheres. “Eu não fui a pessoa agredida, mas senti boa parte da dor da minha amiga. Não é a dor física. É psicológica. Não dá para entender como uma pessoa que você não conhece te agride sem motivo e ainda fica impune. A humilhação triplica perante a essa situação".

Para a diretora do Sindicato Aline Bernardo dos Santos, este tipo de violência é a expressão da dominação que o homem quer exercer sobre a mulher.

“É como se a mulher existisse para satisfazer seus desejos. Quando nos negamos a isso, não é raro que os homens partam para a violência. Temos que denunciar e exigir punição. Só assim poderemos acabar com o machismo”, concluiu Aline.

Com informações do Meon

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