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Seminário da Campanha Salarial 10/08/2017 | 13:49

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Metalúrgicos reafirmam luta contra reforma e por aumento real

Sindicatos de São José dos Campos, Campinas, Limeira e Santos irão enfrentar os ataques patronais e do governo

Em seminário realizado nessa quarta-feira (9), os sindicatos dos metalúrgicos de São José dos Campos, Campinas, Limeira e Santos decidiram realizar uma jornada de lutas contra a reforma trabalhista, em defesa de direitos e por aumento real de salário. O encontro aconteceu em Campinas para discussão sobre as reivindicações e estratégias da Campanha Salarial 2017.

Entre as atividades definidas no seminário está a realização de um dia de mobilizações, em 31 de agosto, que funcionará como um “esquenta” para o 14 de setembro, quando os principais sindicatos do país convocarão um dia nacional de paralisações da categoria.

Os dirigentes presentes foram unânimes em afirmar que esta será uma Campanha Salarial bastante difícil, mas que terá todo enfrentamento da categoria. Em razão dos efeitos da reforma trabalhista, os patrões tentarão de qualquer forma retirar direitos dos trabalhadores. Para enfrentar esses ataques, será fundamental a unidade dos metalúrgicos das quatro regiões.

“O centro da Campanha Salarial deste ano será a luta contra a reforma trabalhista e em defesa da renovação das Convenções Coletivas. Os patrões certamente jogarão pesado para acabar com direitos caros aos metalúrgicos, como a estabilidade dos lesionados. Neste momento, é muito importante a unidade das centrais sindicais. Vamos fazer uma pressão coletiva para barrar a reforma em nossas regiões”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Em defesa das Convenções Coletivas
Desde o início do ano, está em vigor uma liminar que coloca em risco todas as Convenções Coletivas do país. Concedida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a liminar determina que se as convenções não forem renovadas anualmente, perderão o valor em sua íntegra. Traduzindo: a cada ano, os trabalhadores terão de lutar muito para manter cada direito conquistado em períodos anteriores.

“Este foi um gravíssimo ataque realizado pelo Judiciário e terá de ser combatido com toda força pelos trabalhadores. Por isso, a defesa das Convenções Coletivas terá de ser prioridade nesta Campanha Salarial”, explica Macapá.

Aumento real
Assim como será importante lutar por direitos, os metalúrgicos também terão de se unir para exigir aumento real de salário.

Economistas apresentaram, no seminário, números que mostram o cenário econômico da indústria metalúrgica. Entre os dados apresentados, estão, por exemplo, a produtividade em alta do setor automotivo.

Em 2017, a indústria automobilística registrou um crescimento de 23,5% na produção. As exportações de veículos tiveram um aumento de 57,2%. Entre todas as montadoras, a General Motors foi a que mais cresceu no país, em termos de produção, alcançando 11,65% a mais do que em 2016.

Já os salários reais dos trabalhadores do setor automotivo tiveram uma queda de 4,04%, em média, no país. Portanto, motivos não faltam para os metalúrgicos exigirem aumento real de salário.

Bloco unificado faz 20 anos

O bloco formado pelos sindicatos de São José dos Campos, Campinas, Limeira e Santos completa 20 anos, em 2017. A formação ocorreu como resposta à FEM (Federação Estadual dos Metalúrgicos) da CUT, que em 1997 seguia numa trajetória de conciliação com os patrões e entrega de direitos.

Por serem combativos, os quatro sindicatos optaram pela formação de um bloco independente e que não abre mão da luta e de direitos, como deve ser.

“Há 20 anos, já resistíamos à prática de entrega de direitos, como adicional noturno e a garantia de estabilidade aos trabalhadores com doença do trabalho. Por isso rompemos com a CUT. Depois de 20 anos, estamos sendo provocados para a resistência, que tem de ser muito maior hoje, em razão da reforma trabalhista. Os quatro sindicatos vão juntos combater governo e patrões nessa incansável intenção de tirar direitos”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Limeira, José Carlos Pinto.

 

 

 

 

 

 

 

 

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