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Denúncia de corrupção 31/07/2017 | 15:19

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Com reprovação recorde, Temer terá futuro decidido na Câmara

Na tentativa de salvar mandato, presidente libera bilhões para deputados

A Câmara dos Deputados vota esta semana se autoriza o prosseguimento da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva. A votação está marcada para quarta-feira (2), mas depende de quórum para ser iniciada.

Em uma semana decisiva para o seu mandato, Temer registrou o pior índice de aprovação desde a redemocratização do país, com apenas 5%, de acordo com o Ibope.

O mesmo instituto divulgou, nesta segunda-feira (31), que 81% dos eleitores brasileiros são a favor da abertura do processo contra Temer.

Segundo a denúncia da PGR, Temer se valeu do cargo de presidente para receber vantagem indevida de R$ 500 mil, oferecida pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS.

Por se tratar de um presidente da República, o Supremo Tribunal Federal (STF) só poderá analisar a denúncia se receber autorização da Câmara. Para isso, ao menos 342 dos 513 deputados terão que votar contra o parecer aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), do relator Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que recomenda a rejeição da denúncia. Para se safar, Temer precisa de apenas 171 votos a favor.

Mas, apesar da vontade da população de que Temer seja processado, o mais provável é que o peemedebista se salve da investigação. Segundo enquete feita pelo jornal O Estado de São Paulo, 110 deputados já se disseram a favor do presidente corrupto e outros 215 preferiram não informar como vão votar.

Compra de votos
Enquanto corta gastos sociais e aumenta impostos, Temer compra descaradamente o voto de deputados por meio da liberação de emendas parlamentares. De acordo com a ONG Contas Abertas, apenas entre junho e julho, o governo liberou R$ 3,4 bilhões em emendas para os deputados federais. O valor, que equivale a 97% das emendas repassadas ao longo de todo ano, deixa claro que Temer está fazendo de tudo para tentar se manter na Presidência.

Ao mesmo tempo que distribui dinheiro para seus aliados, apenas este mês Temer cortou R$ 5,9 bilhões do Orçamento federal.

“Já dá para sentir o cheiro de pizza no ar e não é para menos. Afinal, não dá para confiar nessa Câmara, dominada por corruptos tão sujos quanto o próprio presidente da República. Para derrubar o governo e esse Congresso contaminado só mesmo com os trabalhadores na rua, por meio de greves e protestos”, afirma o secretário-geral do Sindicato, Renato Almeida.

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