Em nove meses de governo Dilma (PT), cinco ministros já cairam por conta de corrupção, improbidade administrativa e suspeita de enriquecimento ilícito. Somente o ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, saiu por desavenças políticas e pelo seu flerte com os tucanos.
O último a sair foi o ministro do Turismo, Pedro Novais, que entregou sua carta de demissão nesta quarta-feira, dia 14.
A imprensa revelou recentemente que Pedro Novais pagou com dinheiro público o salário da sua governanta, durante sete anos. Além disso, a sua mulher usava irregularmente um funcionário da Câmara dos Deputados como motorista particular.
Pouco antes de assumir o cargo, Novais, que é deputado federal reeleito, ficou conhecido por pedir à Câmara dos Deputados o ressarcimento por despesas em um motel de São Luís (MA). O deputado, que é do PMDB e é apadrinhado por José Sarney, apresentou uma nota fiscal de R$ 2.156 do Motel Caribe na prestação de contas da verba indenizatória de junho de 2010.
Outro escândalo que pode piorar a situação de Pedro Novais é o desdobramento das investigações da Operação Voucher, da Polícia Federal, que chegou a prender 36 pessoas, entre elas, o então secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse, nesta quarta-feira, que vai investigar se o ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB), teve participação no esquema de desvio de verbas.
No lugar de Novais, foi anunciado Gastão Dias Vieira, que também é apadrinhado político de Sarney e do PMDB. Ou seja, Dilma mantém a política do "toma lá, dá cá" e as práticas fisiológicas.
O novo chefe da pasta é deputado federal desde 1995. Em uma das duas vezes em que pediu licença do cargo, para assumir a Secretaria de Planejamento e Orçamento do Maranhão, em 2007, continuou usando o apartamento funcional da Câmara dos Deputados.
Segundo informações disponíveis no portal "Excelências", a autorização foi dada pela Casa "em caráter excepcional", mesmo sem justificativa oficial para tal medida.
Gastão parece não prezar muito o próprio partido que é filiado. Em entrevista ao "CQC", da "Band", há algum tempo, disse que "no PMDB todo mundo manda, ninguém obedece e cada um fez o que quer." No mesmo programa, ele também afirmou que o partido era "traíra".
O que resta esperar de mais um indicado de Sarney, que não tem um passado 100% limpo e que pensa isto do seu próprio partido? Veja o vídeo:


