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Socialismo vive 16/07/2017 | 08:23

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Debate sobre Revolução Russa encerra segundo dia do Congresso

Martin Hernandez, da LIT-QI, realizou a atividade de homenagem aos 100 anos da criação do primeiro estado operário

A importância da Revolução Russa na história do movimento dos trabalhadores foi tema da palestra realizada neste sábado (15). Conduzida por Martin Hernandez, estudioso do assunto e membro da LIT-QI, a atividade encerrou o segundo dia do 12º Congresso dos Metalúrgicos, homenageando os 100 anos da criação do primeiro estado controlado totalmente pelos trabalhadores.

O diretor do Sindicato Alex Gomes da Silva iniciou a discussão trazendo à tona o atual momento político brasileiro, em que a população é atacada com a perda de inúmeros direitos. Para ele, é necessário reivindicar os avanços obtidos pelos trabalhadores russos após a revolução. “É preciso refazer essa que foi a maior experiência de nossa classe. Motivos não nos faltam para acreditar nessa saída”, afirmou Alex.

Neste sentido, Hernandez iniciou sua fala trazendo fatos sobre o avanço da qualidade de vida na Rússia sob o governo dos trabalhadores. “O que se deu na Rússia quando aboliram a burguesia foi algo que nunca se viu na humanidade. Um país totalmente atrasado, em poucos anos, conseguiu um grande desenvolvimento na indústria e na economia”, afirmou Hernandez.

Em pouco tempo de governo, os trabalhadores russos foram capazes de aumentar em 10 vezes sua capacidade industrial, acabar com o desemprego e com o analfabetismo, que na época atingia 80% da população. Tudo isso foi possível com a adoção do socialismo, sistema econômico voltado para as necessidades da população.

Além disso, com um novo sistema de leis criado pelos operários, foi possível obter avanços também contra as opressões. A Rússia se tornou o primeiro país do mundo a se preocupar com os direitos das mulheres e inúmeras medidas foram tomadas para possibilitar cada vez mais a participação feminina na política.

“Houve uma política do estado para acabar com toda discriminação das mulheres. Em termos de lei ficaram todos iguais, mas o mais importante é a política tomada para liberá-las da escravidão doméstica, obrigação que impedia a mulher de realizar seu papel político na sociedade”, destacou Hernandez.

Hernandez também explicou que o fim do socialismo na Rússia começou quando as direções dos trabalhadores se tornaram burocratizadas e estabeleceram alianças com a burguesia de outros países.

“Esse tipo de governo que fala em nome da revolução, mas está ali para tomar conta dos negócios da burguesia, nós conhecemos muito bem. É o caso de Chaves, na Venezuela, e Lula, no Brasil. Não há revolução sem derrubar esses governos”, concluiu Hernandez.

Socialismo é única saída
Com o aumento das mazelas sociais em níveis internacionais é impossível afirmar que o capitalismo deu certo. Com essa idéia, Hernandez finalizou sua exposição, mostrando que é necessário reivindicar o modelo socialista de governo.

“Coloco o desafio para o Sindicato. É preciso fazer esse debate com os setores mais explorados”, concluiu.

“A tarefa dos nossos companheiros aqui é voltar para as fábricas e propagandear o socialismo. Não existe outra saída para salvar o planeta. Temos de construir uma nova forma de governo que não é essa que está aí”, afirmou o diretor do Sindicato José Dantas Sobrinho, em um chamado a todos presentes.

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