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Debate 15/07/2017 | 18:24

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12º Congresso: contra os ataques do governo, tem que ter luta

Expositores debateram sobre a organização dos trabalhadores como forma de derrotar governos e patrões

O segundo dia do 12º Congresso dos Metalúrgicos, neste sábado (15), foi aberto com importantes discussões sobre os graves ataques realizados contra a classe trabalhadora e a necessidade de mobilização e unidade para derrotar governos e patrões.

O vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros, abriu os trabalhos ressaltando o espírito de luta da categoria metalúrgica, reconhecida historicamente por seus enfrentamentos contra a ditadura militar e os governos que se sucederam, mas também na luta cotidiana, por direitos e melhores condições de trabalho.

“A marca desse Sindicato e da categoria é a luta contra governos e patrões, mas também na organização de base, para que as Cipas sejam formadas por trabalhadores combativos. Este é um importante dia de debate, com respeito às diferenças. Que este Congresso traga o signo da formação política e da construção de uma ferramenta independente na luta contra o capitalismo”, convocou Herbert.

Não é por acaso que o 12º Congresso tem como eixo o tema “Organizar para derrotar as reformas trabalhista e da Previdência”. Essas reformas estão sendo usadas pelo governo, patrões e sistema financeiro para retirar direitos conquistados ao longo de décadas, com muita luta e suor.

Mais dinheiro para bancos, menos dinheiro para o povo
Representando a organização Auditoria Cidadã da Dívida, Giulia Pierro apontou um dos principais geradores dos problemas sociais vividos pela classe trabalhadora: a Dívida Pública, hoje estimada em R$ 5,7 trilhões.

Hoje, 43% do orçamento da União são usados para pagar juros e amortizações aos banqueiros. Isto significa que quase metade de todo dinheiro arrecadado pelo governo não é usada para melhorar os serviços públicos e as condições de vida para o povo. Ao contrário, vai direto para os cofres dos bancos.

Para que o dinheiro chegue aos banqueiros, o governo recorre a medidas que penalizam o povo mais pobre, a exemplo dos ajustes fiscais, com cortes severos de gastos sociais, e reformas como a da Previdência.

“A dívida pública é o principal pretexto que o governo inventa para efetuar as reformas que alteram a Constituição”, ensina Giulia.

Política econômica
O historiador Valério Arcary, do MAIS (Movimento por uma Alternativa Independente Socialista), destacou o atual momento como uma das crises econômicas mais sérias do capitalismo brasileiro.

Mas, apesar desse cenário, o mercado financeiro se mantém confiante, já que tem à sua disposição um Congresso Nacional favorável à política econômica de Michel Temer. Para Arcary, mesmo com a eventual cassação do presidente, a eleição indireta de seu sucessor garantiria a manutenção das reformas necessárias aos interesses dos bancos e grandes empresários.

“Temos que tentar convencer a classe trabalhadora que para derrotar as reformas tem que derrotar o governo Temer. Não temos que deixar nas mãos da Lava-Jato. Se a Lava-Jato for o sujeito da derrubada de Temer, o Congresso Nacional vai eleger um presidente que vai manter o mesmo modelo econômico”.

E completou: “para nós, é decisivo derrubar o governo, mas temos que abrir o caminho. A única possibilidade é a antecipação das eleições.”

A mobilização pode derrotar as reformas e o governo
O dirigente da CSP-Conlutas, Atnágoras Lopes, foi taxativo em afirmar que as eleições não mudarão a vida dos trabalhadores.

“Desde a ditadura militar, passando pelos governos de Collor, FHC, Lula, Dilma e Temer, o sistema de corrupção sempre foi adotado por todos esses governos. E enquanto metade de nossas riquezas vai para os bancos internacionais, a gente segue se arrebentando nos ônibus para trabalhar. A situação só piora a cada governo”, afirmou.

Atnágoras lembrou as importantes mobilizações que a classe trabalhadora protagonizou somente este ano, como as ocorridas em 8 de março, 15 de março, a ocupação de Brasília, a Greve Geral de 28 de abril e as paralisações de 30 de junho.

“A mobilização é o único caminho para derrotar o governo Temer e suas reformas. É preciso chamar uma nova Greve Geral. Se as centrais e sindicatos não chamarem, os trabalhadores precisam passar por cima.”

Cadeia para todos os corruptos
Após as exposições, delegados deram suas opiniões sobre o atual cenário vivido pela classe trabalhadora. O tema da corrupção, da Lava Jato e a condenação de Lula também foram debatidos.

“A CSP-Conlutas e o Sindicato defendem punições a todos os corruptos e corruptores. Queremos ver Aécio Neves e Michel Temer na cadeia, mas a Lava-Jato não vai até o fim e está sendo preparado um grande acordão, que pode beneficiar até mesmo o Lula, que se meteu com bandidos e hoje é acusado. A nossa tarefa é enfrentar as reformas e não vamos colocar nosso movimento a reboque da Lava-Jato, do PT ou do governo. Fora Temer e todos os corruptos”, disse o dirigente da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

 

 

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