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Vale tudo no Planalto 14/07/2017 | 14:06

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Após manobras e jogo sujo de Temer, CCJ decide salvar presidente

Decisão final ficará nas mãos do plenário da Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados rejeitou, na quinta-feira (13), o parecer do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), favorável à denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva. A vitória do governo, pelo placar de 40 votos a favor e 25 contra, veio após inúmeras manobras ocorridas nas últimas semanas.

A votação foi mais uma etapa para que o Supremo Tribunal Federal (STF) seja autorizado a julgar se aceita, ou não, a denúncia de corrupção contra Temer. Agora, a decisão segue para o plenário da Câmara, o que deve acontecer somente em 2 de agosto. Para que haja o julgamento, o plenário deve aprovar o parecer por 342 votos favoráveis, dentre os 513 possíveis.

Acuado frente aos escândalos de corrupção, Temer partiu para o ataque para salvar seu mandato e estabeleceu um verdadeiro balcão de negócios no Palácio do Planalto. Ao todo foram realizadas 25 trocas de parlamentares que compunham a CCJ. Aqueles que entraram na comissão venderam seus votos ao presidente em troca de cargos e mais influência no governo.

É o caso dos deputados pertencentes aos partidos do chamado Centrão (grupo informal composto por pequenas e médias legendas), que podem ficar com os ministérios atualmente controlados pelo PSDB. Se abandonar o governo, os tucanos deverão ser punidos com a perda de pastas.

Além disso, Temer também não economizou dinheiro para comprar o parecer favorável na CCJ. Em levantamento realizado pela ONG Contas Abertas, estima-se que o governo federal liberou, somente no mês de junho, cerca de R$ 134 milhões em emendas parlamentares. Toda essa quantia foi para 38 deputados do total de 40 que votaram para salvar o mandato do presidente.

Caso o STF seja autorizado a abrir o julgamento, Temer será afastado por 180 dias. Nesse cenário, o Brasil passaria a ser comandado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), integrante da base aliada.

Corrupção passiva
Atendendo às investigações da Polícia Federal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, protocolou, no dia 26 de junho, uma denúncia contra Temer no STF. No documento, o presidente é acusado de corrupção passiva, pelo recebimento de R$ 500 mil em propinas pagas por Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS.

Em troca do dinheiro, Temer e seu assessor Rodrigo Rocha Loures atuariam para aprovar medidas favoráveis à JBS no Congresso Nacional. O presidente tornou-se o primeiro na história da política brasileira a ser investigado ainda no exercício de sua função.

“Nós estamos batendo nesta tecla há bastante tempo. O Congresso é um antro de corruptos e cabe a nós, trabalhadores, a fazer a faxina. Não basta botar apenas Temer pra fora, temos que tomar as ruas e exigir a saída de todos eles”, afirma o diretor do Sindicato José Dantas Sobrinho. 

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