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Votação na Câmara 19/04/2017 | 14:42

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Temer sofre derrota ao tentar acelerar reforma trabalhista

Com urgência recusada, projeto de lei será votado em comissão daqui a duas semanas

O governo do presidente Michel Temer (PMDB) sofreu uma importante derrota na noite desta terça-feira (18) ao não conseguir aprovar na Câmara o regime de urgência para acelerar a tramitação da reforma trabalhista. Com isso, as alterações no projeto de lei deverão ser votadas na comissão especial dentro de duas semanas.

Mostrando novamente que é inimigo dos trabalhadores, o deputado Eduardo Cury (PSDB) votou a favor do regime de urgência da proposta que retira direitos trabalhistas. No último mês, o deputado votou a favor do projeto de lei da terceirização irrestrita, que aumenta a precarização no trabalho.

O governo conseguiu 230 votos a favor da urgência, eram necessários 257 votos. Outros 163 deputados votaram contra.

A rejeição da urgência na tramitação das alterações na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) é uma derrota simbólica para o governo Temer e é mais um motivo para os trabalhadores realizarem uma forte Greve Geral no dia 28.

Protesto
A terça-feira na Câmara também foi marcada pelo protesto de policiais civis, rodoviários e federais contra a reforma da Previdência. O grupo chegou a ocupar o prédio e foi reprimido pela Polícia Legislativa.

A reforma
A proposta de reforma trabalhista elaborada pelo deputado Rogério Marinho (PSDB) altera cem pontos da CLT e ainda libera outros 16 para serem negociados pelos patrões.

Se for aprovada, os empresários terão carta branca para chantagear os trabalhadores a aceitarem a redução do horário de almoço, o parcelamento das férias em até três períodos, o parcelamento da PLR e o aumento da jornada para até 12 horas, por exemplo.

Não há dúvidas de que os patrões vão jogar sujo pra tirar vantagem dessa situação.

A proposta também estende o contrato temporário de 90 para 120 dias e acaba com pagamento das horas “in itinere”. Para as mulheres, a proposta é ainda mais cruel, pois permite que mulheres grávidas trabalhem em ambientes insalubres.

“A reforma trabalhista vai ampliar a chantagem dos patrões contra os direitos dos trabalhadores. Não vamos aceitar. Dia 28, vamos parar tudo”, avalia o diretor do Sindicato José Dantas Sobrinho.

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