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Fora Todos eles 13/04/2017 | 16:56

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Delações da Odebrecht incriminam governo Temer, petistas e tucanos

Presidentes da Câmara, do Senado e oito ministros foram indiciados

O indiciamento de 98 políticos das altas cúpulas do governo Temer, de seu maior aliado, o PSDB e do PT com base nas chamadas delações do “fim do mundo” escancaram a podridão instalada no Palácio do Planalto e no Congresso e só reforçam a necessidade de colocar todos eles para fora.

Do total de indiciamentos, 65% são de políticos da base aliada do governo, ligados a 13 partidos, com destaque para o PMDB, com 13 nomes. Vale lembrar que, parte desta base também serviu de sustentação aos mandatos de Lula e Dilma.

O PT continua sendo o principal alvo, com 21 nomes, incluindo os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. O ex-prefeito petista de São José dos Campos Carlinhos Almeida também está entre os indiciados.

Os políticos do PSDB tampouco estão com as mãos limpas. Na liderança está o senador Aécio Neves (PSDB), com cinco indiciamentos. Mas não para por aí, até mesmo os ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) poderá ser indiciado em primeira instância, já que não possui foro privilegiado.

Outros partidos que terão políticos investigados são PP, DEM, PSD, PSB, PR, PRB,PTC, SD, PPS, PMN, PTdoB e PC do B.

Quem manda no país
Os indiciamentos acontecem com base nas delações premiadas feitas por ex-executivos da Odebrecht. Os depoimentos revelam como está institucionalizada no país a “troca de favores” entre empresas e políticos para obtenção de vantagens mediante pagamento de propina.

Segundo o ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht, até mesmo doações legais a partidos pode ter sido fruto de atos ilícitos. Cada centavo saído dos cofres da empreiteira com destino ao bolso dos políticos ou partidos tinha em troca a aprovação de leis, medidas provisórias ou licitações em benefício da empresa.

“Todo lugar [em que] a gente tinha uma presença forte teve caixa dois. Eu, mesmo sem saber qual o montante exato, [nos Estados de] Minas Gerais, Rio de Janeiro ou São Paulo, eu sei que havia”, diz o empreiteiro.

Marcelo ainda complementa: “Eu não conheço nenhum político do Brasil que tenha feito eleição sem caixa dois, não conheço nenhum político eleito que não tenha recebido, esse crime eleitoral todo mundo praticou. Ninguém mais tratava isso como crime.”

Fora todos
Atolado em denúncias de recebimento de propina, o Congresso deverá votar em breve as reformas trabalhista e da Previdência, que só beneficiam os empresários.

“Mais da metade desse governo está ameaça de ir pra cadeia e ainda quer aprovar reformas que retiram direitos históricos dos trabalhadores. Não podemos permitir. No dia 28, vamos fazer uma forte Greve Geral, não apenas para barrar os ataques, mas para exigir Fora todos eles, eleições gerais, já!”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

 

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