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Absurdo 10/03/2017 | 16:17

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Em pleno 8 de março, Temer desrespeita mulheres em discurso

Presidente restringiu o papel da mulher na sociedade aos afazeres domésticos

Em pleno Dia Internacional de Luta da Mulher, data em que milhares saíram às ruas para protestar contra o machismo, a violência e a desigualdade, o presidente Michel Temer (PMDB) chocou a todos com um discurso que mais parece ter vindo do século passado.

Em homenagem oficial às mulheres, na quarta-feira (8), Temer afirmou: “o que faz pelo lar, o que faz pelos filhos e, portanto, se a sociedade de alguma maneira vai bem, quando os filhos crescem, é porque tiveram uma adequada educação e formação em suas casas. E seguramente isto quem faz não é o homem, quem faz é a mulher”, afirmou o presidente em sua “homenagem”.

Fica evidente que, para o presidente, o papel da mulher brasileira na sociedade se restringe apenas a cuidar da casa e dos filhos. Tal ideia preconceituosa e absurda dá mostras de que tipo de tratamento o governo dá às mulheres trabalhadoras.

Mas o machismo não parou por aí. Sobre a participação das mulheres na economia, Temer afirmou: “ninguém mais é capaz de indicar os desajustes, por exemplo, de preços em supermercados do que a mulher. Ninguém é capaz de melhor detectar as eventuais flutuações econômicas do que a mulher”.

Reformas e machismo
É claro que as mulheres não deixaram barato e uma enxurrada de críticas ao presidente tomou conta das redes sociais. Frente à impopularidade, Temer bem que tentou consertar o erro, afirmando, posteriormente, que defende direitos iguais para as mulheres em casa e no trabalho.

No entanto, as trabalhadoras sabem que esse discurso não condiz com a realidade. Na verdade, todos os esforços do Planalto estão em retirar direitos, sobretudo das mulheres.

É o que acontece na proposta de reforma da Previdência, por exemplo, que iguala a idade mínima para a aposentadoria entre homens e mulheres em 65 anos e reduz em até 40% o valor das pensões por morte.

As mulheres também serão as mais afetadas com a reforma trabalhista, que vai permitir aumentar a jornada de trabalho para até 12 horas.

“Em nenhum momento Temer valorizou as mulheres, reconhecendo a dupla e tripla jornada enfrentada pelas trabalhadoras. Com esse discurso, ele apenas comprovou que é um homem machista, colocando sobre a mulher a tarefa do cuidado com os filhos”, afirma a diretora do Sindicato Aline Bernardo dos Santos.

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