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Reflexos em São José 09/02/2017 | 16:54

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Política comercial de Donald Trump provoca férias coletivas na GM

Em assembleia nesta quarta-feira, trabalhadores exigiram estabilidade no emprego

O cancelamento da exportação de 15 mil veículos pela General Motors de São José dos Campos para o México levou a montadora a abrir férias coletivas na fábrica. Segundo a direção da GM, as vendas foram canceladas em razão da política comercial adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação ao México – que deve passar por um período de instabilidade comercial. A informação foi confirmada pela montadora em reunião com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, nessa quarta-feira (8).

As vendas para o México representam 27% da produção da GM de São José dos Campos, onde são fabricados os modelos S10 e Trailblazer.

Se a suspensão das importações for permanente, colocará em risco os empregos na planta, já ameaçados pela crise econômica nacional, que segue derrubando a venda de veículos no País. Este quadro ameaça os empregos em várias empresas da indústria automobilística brasileira.

As férias coletivas em São José valem para 2.200 trabalhadores, do total de 5 mil que atuam na fábrica, e começam na próxima segunda-feira (13). O retorno está programado para 2 de março. A unidade de São Caetano também será afetada, com férias coletivas para 6 mil trabalhadores entre 25 de fevereiro e 27 de março.

Assembleia
Em assembleia realizada pelo Sindicato, na manhã desta quinta-feira (9), os trabalhadores da GM se posicionaram contra a postura adotada por Trump e exigiram estabilidade no emprego. O Sindicato vai iniciar uma mobilização na fábrica contra a ameaça de cortes. Uma nova reunião entre a entidade e a GM acontece na próxima quarta-feira (15).

“Quando Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos, o governo brasileiro disse que seria uma oportunidade para o Brasil vender seus produtos. No entanto, o que vemos é o contrário. No Vale do Paraíba, empresas como GM, Volks e Embraer dependem diretamente das exportações, que registraram alta no último período e ajudaram a segurar os empregos. Este quadro agora está ameaçado e o governo de Michel Temer precisa tomar providências”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

O Sindicato vai pedir uma audiência pública com os ministros da Indústria e Comércio, Marcos Pereira, e com das Relações Exteriores, José Serra, para debater o tema.

Fotos: Roosevelt Cássio

 

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