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LUTO 02/09/2011 | 18:10

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Protesto na Embraer tem passeata e um minuto de silêncio

Pra esvaziar protesto, empresa desvia ônibus e desrespeita luto dos trabalhadores

Cerca de 400 trabalhadores da Embraer fizeram um protesto hoje na entrada do 2º turno da empresa. Os ônibus pararam em frente ao Inpe e os trabalhadores terminaram o percurso até a fábrica a pé, em passeata. 

Além da expressão de indignação e tristeza, todos os trabalhadores também traziam uma fita preta amarrada no braço, em sinal de luto e protesto contra a negligência da Embraer, que ontem, dia 1º, causou a morte do companheiro Vinícius Machado Mendes, que foi prensado na porta do hangar do F-220.

Para o Sindicato, um dispositivo de segurança que interrompesse o fechamento da porta, quando fosse detectado algum movimento, poderia ter evitado a morte. Era um investimento baixo e necessário, que a empresa não fez. Uma economia que custou a vida de um trabalhador, provando mais uma vez que a Embraer coloca sempre o lucro à frente da saúde e segurança dos trabalhadores.

Ironicamente, o companheiro morreu justamente no dia em que a Embraer queria comemorar os quatro anos de implantação do Lean e Kaizen. Dois programas que têm um único objetivo: aumentar a exploração. Justo nesse dia, um companheiro morre, mostrando o que o aumento da exploração e a precarização do trabalho pode causar”, disse o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros.

Clique aqui para ler a nota oficial do Sindicato sobre o ocorrido.

A certa altura da passeata, quando já se avistava de longe a portaria da Embraer, os trabalhadores pararam e, em homenagem ao companheiro morto, fizeram um minuto de silêncio, que terminou com um grito de: “Vinícius”!, ao que os trabalhadores responderam a uma só voz: “Presente!”

Tragédia não será esquecida
Ao final, Herbert disse aos trabalhadores que, assim como foi dito à família de Vinícius, a morte dele nunca será esquecida. “Esse é um compromisso nosso. A morte do Vinícius não foi em vão e nunca será esquecida. Ele será lembrado sempre, em cada protesto e em cada luta que travarmos de agora em diante em defesa da saúde e segurança no local de trabalho”, disse.

O vice-presidente do Sindicato e trabalhador da Embraer concluiu chamando os trabalhadores para a luta contra a precarização do trabalho e a exploração: “Não queremos nunca mais protestar por uma morte ocorrida na fábrica. Queremos evitar as mortes. E isso só se faz com o fortalecimento da organização de base, da CIPA e, sobretudo, com muita luta. Uma luta que é de todos nós. Não podemos admitir que o que aconteceu com o companheiro se repita”, disse, sob aplausos dos trabalhadores.

A manifestação, que durou cerca de 45 minutos, bloqueou totalmente a Avenida dos Astronautas e atrasou em cerca de uma hora a entrada dos trabalhadores.

Truculência
O número de trabalhadores que participaram da passeata só não foi maior em razão da truculência da Embraer que não respeitou esse momento de dor e luto dos trabalhadores e desviou o caminho dos ônibus, para enfraquecer o protesto e abafar a indignação dos trabalhadores.

É um absurdo que a Embraer adote essa postura truculenta até mesmo em situações delicadas como essa, que foi a morte de um companheiro. Mas se a empresa acha que isso vai calar os trabalhadores está muito enganada. Vamos acompanhar as investigações e cobrar a punição dos responsáveis”, disse o ativista Luiz Carlos Cândido.





 

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