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Ano-Novo 03/01/2017 | 09:19

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Para barrar reformas e ajuste fiscal, trabalhadores terão de ir à luta

É preciso avançar na organização de uma Greve Geral com uma pauta unificada contra ataques do governo

Arregaçar as mangas e organizar a luta. Esta é a tarefa dos trabalhadores em 2017 para derrotar os ataques impostos pelos governos e empresários com as reformas trabalhista e da Previdência, o ajuste fiscal, o arrocho salarial e o desemprego. Os desafios são grandes e vão exigir muita organização.

Ainda no final de 2016, o presidente Michel Temer (PMDB) anunciou as bases da reforma trabalhista que será encaminhada ao Congresso este ano. Para retirar direitos históricos dos trabalhadores, a reforma propõe que os acordos negociados entre sindicatos e empresas se sobreponham à CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

A proposta prevê que poderão ser negociados o aumento da jornada semanal de trabalho de 44 horas para até 48 horas, o parcelamento das férias em até três períodos, dentre outros pontos.

Já a reforma da Previdência, que, na prática, vai inviabilizar o acesso à aposentadoria a milhões de trabalhadores, deve ir a votação no Congresso ainda no primeiro semestre do ano.

Se isso não bastasse, o brasileiro ainda tem de enfrentar a chantagem dos patrões, que usam a alta do desemprego para impor o arrocho salarial e a precarização.

Ajuste fiscal e arrocho
Os trabalhadores também precisam ir à luta contra o ajuste fiscal aplicado pelos governos federal, estadual e municipal. Com os investimentos públicos e o salário mínimo congelados pelo governo de Temer, a perspectiva é de piora em serviços públicos (como saúde, educação e moradia) e na qualidade de vida da população.

Em estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, os salários e o décimo terceiro dos servidores públicos estão atrasados e sendo pagos de forma parcelada. O atendimento médico, que já era precário, está ainda pior. Postos de saúde estão fechados e hospitais só atendem casos de extrema gravidade.

Nos municípios, prefeitos tomaram posse neste início de ano prometendo corte de investimentos, enquanto liberam o aumento das tarifas dos transportes públicos e nos impostos.

Organizar a Greve Geral
Enquanto realiza o corte de direitos conquistados com muita luta, o governo Temer se atola cada vez mais em escândalos de corrupção e vê seu desgaste aumentar entre a população.

Em 2016, os trabalhadores protagonizaram importantes mobilizações, com dias nacionais de luta convocados pelas centrais sindicais. Mas é preciso avançar neste caminho e organizar uma forte Greve Geral, que pare o país em torno de uma pauta unificada contra os ataques do governo e dos patrões.

“Os trabalhadores têm disposição de luta. É preciso que as centrais sindicais e os movimentos sociais deem um passo adiante para realizarmos a Greve Geral contra as reformas e o ajuste fiscal”, afirma o secretário-geral do Sindicato, Renato Almeida.

“Além de barrar os ataques, é preciso ir além. Precisamos exigir 'Fora Todos Eles' e a convocação de eleições gerais, com regras mais democráticas, para que a população possa decidir os rumos do País”, completa Renato.

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