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Fora todos eles! 28/11/2016 | 14:42

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Caso do prédio de luxo em Salvador atinge diretamente Michel Temer

Presidente teria interferido diretamente para liberar obra em favor do ex-ministro Geddel Vieira Lima

A utilização dos mais altos cargos da República para obtenção de vantagens pessoais. Essa é a motivação da mais nova crise envolvendo o Palácio do Planalto, que já derrubou dois ministros nos últimos dias e ameaça diretamente o presidente Michel Temer (PMDB).

A demissão do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieria Lima, na sexta-feira (25), aperta ainda mais o cerco contra Temer por envolvimento em crimes de corrupção. Considerado homem forte do presidente, Geddel pediu demissão após denúncias de tráfico de influência, que também atingem o presidente.

Geddel é acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de fazer pressão pela liberação da construção de um prédio no centro histórico de Salvador, cuja obra foi embargada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), subordinado ao Ministério da Cultura.

O interesse de Geddel na obra é indiscutível: ele é proprietário de um apartamento avaliado em R$ 2,6 milhões e sua família está ligada a uma das empreiteiras responsáveis pelo edifício.

Calero pediu demissão do cargo justamente por conta da pressão que alega ter sofrido de Geddel, do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e do próprio Temer.

Em entrevista ao Fantástico, neste domingo, o ex-ministro da Cultura relatou que Temer disse que a decisão de Calero [de não atuar pela liberação da obra em Salvador] lhe criou "dificuldades operacionais" e que "Geddel havia ficado muito irritado com isso".

Para "solucionar" o caso, o presidente orientou o ministro a enviar o caso para a AGU (Advocacia Geral da União). No final do diálogo, Temer ainda havia dito: "Marcelo, a política tem dessas coisas, a política tem esse tipo de pressão".

Michel Temer admitiu ter se reunido algumas vezes com o então ministro da Cultura para tratar do prédio em Salvador.

Tráfico de influência
Tanto a pressão de Geddel para liberação da obra, quanto a intromissão do presidente da República na defesa de interesses privados de seu homem forte, são um caso claro de uso do cargo público para obter vantagem, ou seja, tráfico de influência. Trata-se de um crime grave contra o patrimônio público.

Não é à toa que o PSDB, fiel defensor do governo, por meio do senador Aécio Neves e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, apressou-se em tentar minimizar a gravidade do caso, qualificando as denúncias como “coisa pequena”.

Na verdade, as acusações são graves e jogam ainda mais lenha na fogueira das denúncias contra o governo, que esta semana pode sofrer novo abalo com a delação da cúpula da Odebrecht nas investigações da Lava Jato.
Pela lei, além de tráfico de influência, a ação do presidente também pode ser enquadrada nos crimes de concussão (exigir vantagem indevida em razão do cargo) e prevaricação, uma vez que Temer tinha conhecimento do assédio de Geddel e não denunciou o crime.

Fora todos eles!
O governo Temer é tão corrupto quanto o do PT e só governa em defesa dos interesses dos empresários e banqueiros. “É preciso construir uma Greve Geral para colocar pra fora Temer, seus ministros e todo este Congresso corrupto. É preciso que se convoquem eleições gerais, com regras democráticas, para que o povo decida”, afirma o presidente do Sindicato Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

 

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