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Emprego 10/11/2016 | 17:52

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Embraer quer layoff. Sindicato defende jornada menor e estabilidade

Uma nova reunião já está marcada para o próximo dia 23

A Embraer anunciou ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região a intenção de afastar de seus postos de trabalho até 2 mil trabalhadores por meio de um lay-off (suspensão do contrato de trabalho).

O anúncio veio durante uma reunião nesta quinta-feira (10), em São José dos Campos, entre a direção da empresa e do Sindicato, filiado à CSP-Conlutas.

O afastamento envolveria diversos setores em São José dos Campos, entre janeiro de 2017 e o segundo semestre de 2018, em sistema de “rodízio” entre os grupos de trabalhadores. A empresa ainda não detalhou quais áreas serão atingidas. Uma nova reunião com o Sindicato já está marcada para o dia 23. A Embraer possui na cidade cerca de 13 mil funcionários na cidade.

Na mesa de negociação, o Sindicato considerou que os trabalhadores não devem ser responsabilizados pelos prejuízos causados pelo envolvimento da Embraer em recentes casos de corrupção na República Dominicana e em outros países.

Recentemente, a Embraer foi obrigada a pagar uma multa de US$ 206 milhões num processo conduzido pela Justiça norte-americana em razão do escândalo envolvendo a alta cúpula da empresa.

Em contraposição ao layoff e para garantir a manutenção dos postos de trabalho, o Sindicato dos Metalúrgicos reivindicou estabilidade no emprego e redução da jornada de trabalho sem redução de salário de 43h para 40 horas semanais.

Cobrança ao governo
O Sindicato já vinha cobrando dos governos federal, estadual e municipal sobre a necessidade de tomar medidas em defesa do emprego na Embraer. Em outubro, a empresa demitiu 1.642 trabalhadores, por meio de PDV (Programa de Demissão Voluntária). Mesmo diante da gravidade da situação, nenhum dos governantes tomou qualquer iniciativa.

Além da corrupção, o crescente processo de desnacionalização da produção da Embraer também está levando ao fechamento de postos de trabalho no Brasil. A produção de jatos executivos Phenom, por exemplo, já foi levada para a fábrica da empresa nos Estados Unidos.

“Mesmo recebendo dinheiro público por meio de financiamentos e desoneração da folha de pagamento, a Embraer está demitindo trabalhadores e levando sua produção para fora do Brasil. Este cenário é de extrema gravidade e tem de ser barrado pelo governo federal. Diante disso, o Sindicato defende o fim da desnacionalização e prisão dos corruptos”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros.

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