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Paralisação Nacional 29/09/2016 | 15:31

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Contra Temer, trabalhadores tomaram as ruas de São José dos Campos

Organizado pelo Fórum de Lutas do Vale do Paraíba, o ato teve concentração na Praça Afonso pena

Após uma madrugada quente, com mobilizações nas principais fábricas da região, o Dia Nacional de Paralisação dos Metalúrgicos continuou durante a manhã desta quinta-feira (29). Centenas de trabalhadores tomaram as ruas do centro de São José dos Campos em luta contra os ataques planejados pelo governo de Michel Temer (PMDB).

Organizado pelo Fórum de Lutas do Vale do Paraíba, o ato teve sua concentração na Praça Afonso Pena, às 10h, reunindo trabalhadores de diversas categoria. Petroleiros, professores, químicos, trabalhadores dos Correios e aposentados se uniram à luta dos metalúrgicos e mostraram que a unidade é o caminho para derrotar as reformas trabalhista e da Previdência.

Após a concentração, cerca de 300 manifestantes saíram em passeata pelas principais ruas do centro da cidade. Carregando bandeiras, faixas e até um grande boneco representando o presidente, eles chamaram a atenção, alertando para a importância do engajamento na luta contra as reformas.

“Hoje nós fazemos um apelo à população. A atual proposta de reforma da Previdência vai acabar com o direito à aposentadoria. Quem está trabalhando hoje numa fábrica com 65 anos de idade? Ninguém”, disse Wellington Luiz Cabral, do Sindicato dos Químicos de São José dos Campos, sobre o plano de adoção de uma idade mínima de 65 anos para se aposentar.

Durante o trajeto, foi prestada uma homenagem aos bancários, que completaram seu 24º dia de greve nesta quinta. Além disso, também foi criticada a reforma do Ensino Médio, que planeja retirar a obrigatoriedade de algumas disciplinas, o que acarretaria um déficit de aprendizado se comparado ao currículo atual.

“Este governo quer acabar com a educação no país e com isso criar um povo capacho e fácil de ser manipulado. Eles querem que os alunos fiquem a mercê do governo, sem ter acesso a uma educação para a cidadania e para o desenvolvimento da política”, garantiu José Airton, professor e representante da Oposição Alternativa.

Aos gritos de Fora Temer e Fora todos eles, a dispersão do ato ocorreu por volta do meio dia, na Praça Cônego Lima. Como parte de uma grande ação desenvolvida por diferentes centrais sindicais por todo o país, a mobilização deixou claro que a população não aceitará os ataques do governo e que muita luta ainda está por vir.

“É preciso dar um basta nas reformas e no governo Temer. A única coisa que pode garantir os nossos direitos é essa luta. Todos devem participar, principalmente nós mulheres, que somos as mais afetadas com a perda de direitos”, explica a diretora do Sindicato Aline Bernardo dos Santos.

“Se depender de nós e das categorias que hoje estão reunidas aqui, essas reformas não passarão. Hoje nós mostramos que é possível barrar os ataques, com as paralisações e com esta mobilização. Este é só o primeiro passo rumo à greve geral”, afirma Luiz Carlos Prates, o Mancha, da executiva nacional da CSP-Conlutas.

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