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Corrupção 08/08/2016 | 13:31

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Executivos da Odebrecht revelam caixa dois a Michel Temer e José Serra

R$ 23 milhões em doação irregular teriam abastecido campanha tucana à Presidência da República em 2010

As altas cúpulas do PDMB e do PSDB não escaparam das denúncias de caixa dois no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. Executivos da Construtora Odebrecht relataram à Procuradoria Geral da República (PGR) pagamentos irregulares para a campanha à Presidência da República do atual ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB), e a políticos do PMDB, a pedido do próprio presidente interino Michel Temer, também do PMDB.

Segundo a denúncia, José Serra recebeu R$ 23 milhões da Odebrecht de forma irregular para financiamento da campanha de 2010. Nos registros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), consta que a campanha de Serra teria recebido apenas R$ 2,4 milhões da empreiteira de forma regular.

Executivos da empresa disseram que uma parte do dinheiro foi entregue no Brasil e outra por meio de depósitos bancários em contas no exterior. Eles afirmam ainda que possuem extratos bancários comprovando os pagamentos.

“As denúncias da Odebrecht mostram que as doações legais das empresas às campanhas dos políticos funcionam como uma espécie de máscara que esconde outros milhões doados de forma irregular, como forma de troca de favores. Nesse jogo, quem sai perdendo é sempre a população”, afirma o diretor do Sindicato Nilson Ferreira Leite.

PMDB
Em outra delação, ainda não homologada pela Justiça, executivos da empreiteira devem apresentar à Lava Jato documentos relatando que o presidente interino Michel Temer pediu "apoio financeiro" para candidaturas do PMDB à Odebrecht, que teria repassado R$ 10 milhões em dinheiro vivo a integrantes do partido em 2014. A informação foi divulgada pela revista “Veja”, neste sábado (6).

Parte da verba, R$ 6 milhões, teria abastecido a campanha do presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, que na época disputava a eleição estadual pelo PMDB para o governo paulista.

O pedido de contribuição financeira teria sido feito ao então presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, durante um jantar na residência oficial de Michel Temer. Odebrecht está preso em Curitiba desde junho do ano passado, por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Lava Jato.

“Ninguém se salva nesse governo. Só vamos mudar esse jogo com uma forte greve geral que coloque todos eles pra fora e exija eleições gerais baseadas em novas regras, sem o dinheiro da corrupção”, finaliza Nilson.

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