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Trabalhadores organizados 18/06/2016 | 14:20

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Conselho de Representantes aprova campanha Fora Temer, Fora Todos

Também entraram na pauta de discussões as Campanhas de PLR e Salarial

Se depender dos metalúrgicos da nossa região, vai ter muita luta pela saída do governo Temer e de todos os corruptos do Congresso Nacional. Na reunião do Conselho de Representantes, ocorrida neste sábado (18), foi aprovada a campanha pelo “Fora Temer, Fora todos eles”, sem a volta do governo Dilma.

A reunião contou com 90 conselheiros de 22 fábricas e foi aberta com um vídeo mostrando os escândalos de corrupção envolvendo os governos Dilma e Temer, a crise econômica enfrentada pelos trabalhadores e as mobilizações que estão em curso na França.

Para debater a crise pela qual passa o país, foi convidado o militante histórico da causa operária, o ex-deputado federal Ernesto Gradella. Ele mostrou que, no sistema capitalista, a saída de toda crise tem como receita básica o ataque aos direitos da classe trabalhadora. E é exatamente esta receita que, assim como Dilma fez, Temer já está preparando.

Segundo Gradella, as medidas anunciadas pelo governo interino trazem os maiores ataques contra a classe trabalhadora já vistos no país. Os principais eixos do programa de Temer são cortes drásticos de gastos públicos pelos próximos 20 anos, a reforma da Previdência e a reforma trabalhista. Nenhum desses pontos sacrifica os empresários ou banqueiros. Todos penalizam exclusivamente os trabalhadores e a população mais pobre.

“Nunca existiu um projeto como este. É como se o Temer dissesse: vocês vão se ferrar pelos próximos 20 anos”, disse Gradella.
Com a reforma da Previdência, o governo quer colocar a faca no pescoço do aposentado. Além de impor uma idade mínima para a aposentadoria, Temer também planeja estabelecer um salário mínimo previdenciário. Isto significa que o aposentado poderá ganhar ainda menos do que o atual salário mínimo vigente no Brasil.

Temer também está pronto para dar o bote nos direitos dos trabalhadores. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse esta semana que quer agilizar a aprovação da reforma trabalhista e do projeto que libera a terceirização no país.

“O governo chama a reforma de modernização das regras trabalhistas. Ora, isto nada mais é do que uma maneira diferente de dizer que eles vão tirar direitos do trabalhador”, explicou Gradella. E completou: “Quem vai votar esses projetos são pessoas como Renan Calheiros, que estão envolvidos em corrupção e receberam milhões em propina. Não é possível aceitar que esses corruptos coloquem as mãos em nossos direitos”.

Para enfrentar todos esses ataques, Gradella apontou a luta operária como única saída.

“Temos que seguir o exemplo dos trabalhadores da França, que se mobilizaram contra a retirada de direitos trabalhistas. Neste momento, é hora dos trabalhadores se unificarem, exigir o fim desse governo e desse Congresso Nacional. Vamos organizar uma greve geral”, finalizou.

O secretário-geral do Sindicato, Renato Almeida, também ressaltou a necessidade dos trabalhadores se mobilizarem.

“Na França, mais de 1,3 milhão de pessoas tomaram as ruas. Se a gente não tomar a França como exemplo, vamos ser esmagados. Temos que intensificar a campanha pelo Fora Todos, levar essa discussão para as bases, para as linhas de produção. É preciso que multidões tomem as ruas do país para derrotar as reformas do governo Temer”.

Os conselheiros aprovaram uma moção de solidariedade à luta dos trabalhadores franceses.

Campanhas de PLR e Salarial
Mesmo neste cenário de crise econômica, os metalúrgicos da nossa região conseguiram realizar uma campanha de PLR vitoriosa. Já foram fechados acordos em 16 fábricas, totalizando R$ 96 milhões nas mãos dos trabalhadores. Mas a campanha ainda não terminou. Agora, vamos dar uma chacoalhada na zona sul e pressionar as empresas que estão enrolando.

“As negociações nas grandes empresas começaram com os patrões afirmando que não teria conversa, que não aumentariam suas propostas. Mas a categoria pressionou, se mobilizou e em praticamente todos os acordos conseguimos valores superiores aos do ano passado. Já na base da CUT e Força Sindical, nem se ouviu falar em campanha de PLR. Lá, não teve luta”, disse o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Contra a opressão
Os conselheiros também discutiram sobre dois graves fatos que tomaram conta do noticiário nas últimas semanas: o atentado a uma boate gay nos Estados Unidos e o caso de estupro coletivo a uma adolescente no Rio de Janeiro.

“Uma das bandeiras que a gente levanta é o combate sistemático a todo tipo de opressão. Aquela piadinha no corredor, na fábrica, aos poucos leva à cultura do ódio por questões de orientação sexual, etnia e gênero. Temos de acabar com essa cultura”, disse o diretor do Sindicato Alex da Silva Gomes.

A diretora do Sindicato Aline Bernardo dos Santos ressaltou que também é preciso acabar com o absurdo de culpar as mulheres pelo estupro. “A mulher é dona do próprio corpo e pode usar a roupa que quiser. Ela não sofre violência porque quer. O culpado pelo estupro é o estuprador”, afirmou.

Sorteio
Ao final da reunião, o Sindicato sorteou uma Smart TV. O dinheiro obtido com a rifa (R$ 3.600) foi usado em benefício de seis trabalhadores demitidos irregularmente.

 

Fotos: Tanda Melo

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