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Conselho de Ética 15/06/2016 | 16:18

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Símbolo da corrupção no Brasil, Cunha fica mais perto da cassação

É preciso manter a pressão para exigir a revogação de seu mandato na Câmara

Após oito meses de discussões e muitas manobras, o Conselho de Ética da Câmara aprovou, nesta terça-feira (14), parecer favorável à cassação do deputado Eduardo Cunha (PMDB) por quebra de decoro parlamentar ao mentir sobre a existência de contas bancárias no exterior.

A decisão, que representou uma enorme derrota para Cunha, foi aprovada por 11 votos a 9.

O caso agora vai para o plenário da Câmara, onde são necessários pelo menos 257 votos, dos 512 deputados, para cassar o mandato do parlamentar. A votação deve ocorrer apenas em julho.

O presidente da Câmara afastado, no entanto, já afirmou que deve recorrer da decisão na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Na tentativa de salvar o seu mandato, Cunha vai buscar anular a votação no Conselho Ética com o argumento de que houve "parcialidade" na condução do processo.

Mais do nunca, é preciso pressão popular para exigir a expulsão de Cunha da Câmara dos Deputados e evitar novas manobras do peemedebista.

Lista longa
Eduardo Cunha é dono de uma longa lista de acusações. O deputado é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) num processo que aponta o recebimento de 5 milhões de dólares em propina para liberar o contrato de um estaleiro da Petrobras.

Ele também é acusado por outros desvios de recursos da Petrobras e da Caixa Econômica, recebimento de propina, e lavagem de dinheiro em contas na Suíça.

Apesar de já ser réu e alvo de tantas investigações, o processo contra Cunha no Conselho de Ética restringiu-se apenas ao fato de ele ter mentido sobre suas contas no exterior, durante depoimento à CPI da Petrobras. Isso se deve à força da atuação de seus aliados.

Pedido de prisão
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki ainda não decidiu sobre o pedido de prisão de Eduardo Cunha, acusado de obstruir as investigações contra ele na Operação Lava Jato.

Além de Cunha, também foram pedidas as prisões do presidente do Senado, Renan Calheiros, do ex-presidente da República José Sarney e do senador Romero Jucá, todos do PMDB. Estas, no entanto, foram negadas pelo STF nesta terça-feira.

Fora todos!
Por seu cinismo e descaramento, Eduardo Cunha se transformou em um dos maiores símbolos da corrupção na política brasileira. A cassação de seu mandato é pouco. Cunha deveria ser preso e obrigado a devolver todo dinheiro que roubou.

“Não queremos apenas a saída de Cunha. Também queremos colocar para fora de vez Dilma, Temer, Renan, Aécio e todos os corruptos do Congresso. Queremos eleição geral com novas regras, para que os trabalhadores possam eleger seus verdadeiros representantes”, afirma o secretário-geral do Sindicato, Renato Almeida.

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