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Basta de machismo 06/06/2016 | 11:44

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Atos em São José dos Campos pedem fim da cultura do estupro

Protestos pela manhã e à tarde denunciaram violência e exigiram respeito ao corpo da mulher

“Mexeu com uma, mexeu com todas”. Este foi o recado dado por jovens, mulheres e homens trabalhadores de São José dos Campos, no sábado (5), em dois protestos contra a violência do machismo e a cultura do estupro que crescem a cada dia em nosso país.

Pela manhã, o ato aconteceu na Praça do Sapo. À tarde, um grupo de mulheres voltou a se reunir na Praça Afonso Pena e seguiu em protesto pelas ruas do centro até o Sesc, na Avenida Adhemar de Barros.

A exemplo das manifestações que vêm ocorrendo em todo país, os atos foram a resposta das mulheres ao sequestro e estupro de uma advogada em São José dos Campos, ocorrido na última semana, e ao estupro coletivo de uma jovem no Rio de Janeiro.

Com faixas, cartazes e palavras de ordem, elas denunciaram o medo que enfrentam diariamente nas ruas e até mesmo dentro de casa.

“A cultura machista é ensinada aos homens desde criança, quando eles aprendem que é certo passar a mão na coleguinha. Daí nascem estupradores, que não são apenas aqueles que usam de violência física contra mulheres desconhecidas. São também aqueles que acreditam que sua esposa ou namorada deve estar disponível quando ele quiser e usam de violência física e psicológica para isso”, disse Amanda Merconi, ativista da Anel (Assembleia Nacional dos Estudantes Livre).

As manifestantes também fizeram críticas ao governo federal, que pouco contribui para o combate à violência do machismo.

“Dilma investiu apenas R$ 0,26 por mulher no combate ao machismo. No governo do presidente interino Michel Temer a tendência é que esse valor seja ainda menor, já que, para cortar gastos, o Ministério da Mulher foi rebaixado ao caráter de Secretaria”, afirmou Janaína dos Reis, da Coordenação Nacional do MML (Movimento Mulheres em Luta).

A nomeação de Fátima Pelas para comandar a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres também foi duramente criticada. Para as manifestantes, a ex-deputada pelo PMDB, que é contra o direito de aborto em caso de estupro, não representa as mulheres e pode significar um retrocesso para as políticas públicas contra o machismo.

Não culpe a vítima
Outro questionamento levantado pelas manifestantes foi sobre a tentativa recorrente de colocar na vítima a culpa pelo estupro. Com cartazes como “de burca ou de shortinho, nenhuma mulher merece ser estuprada”, as manifestantes pediram respeito ao corpo da mulher e liberdade para se comportarem da forma como quiserem, sem ter medo de sofrer violência por conta disso.

“É preciso acabar com a ideia de que o estupro pode ser justificado pelo comportamento da vítima. Em todo mundo, centenas de mulheres de burca, calça ou minissaia são estupradas todos os dias, em casa ou na rua, por pais, namorados, padrastos ou desconhecidos. A culpa nunca é da vítima”, afirmou a diretora do Sindicato Luciene da Silva.

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