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Absurdo 03/06/2016 | 15:04

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Mergulhado em corrupção, Cunha dá as cartas e pode preservar mandato

Presidente afastado da Câmara dos Deputados manobra para escapar de cassação

A discussão sobre o futuro político do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) entra numa nova etapa na próxima terça-feira (7). O Conselho de Ética irá votar o parecer que pede a cassação do deputado por quebra de decoro parlamentar. Mas, apesar das inúmeras evidências contra Cunha, nada garante que ele de fato perderá o mandato.

Presidente da Câmara dos Deputados afastado pelo Supremo Tribunal Federal desde 5 de maio, Cunha continua articulando suas manobras para escapar da cassação. Aliás, foram essas manobras que fizeram desse processo o mais longo da história do Conselho de Ética.

Em Brasília, os aliados estão trabalhando a todo vapor para salvar o mandato do deputado corrupto, dono de contas milionárias na Suíça. O próprio presidente interino da Câmara, o deputado Waldir Maranhão (PP), fantoche político de Cunha e também investigado pela Operação Lava Jato, está recorrendo à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para barrar o processo de cassação.

Na quarta-feira (1º), o relator do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, Marcos Rogério (DEM), apresentou seu parecer favorável à cassação de Eduardo Cunha. Agora, esse relatório será votado pelos 20 membros do conselho.

Estimativas mostram que nove deputados são favoráveis à cassação e dez são contra. A decisão final pode estar nas mãos da deputada Tia Eron (PRB), que por enquanto diz estar indecisa, mas que em outros momentos já afirmou ser admiradora do trabalho de Cunha.

Temer é Cunha
O processo de cassação de Eduardo Cunha está baseado em provas de que o deputado mentiu à CPI da Petrobras ao omitir que tivesse contas bancárias no exterior. Essas contas esconderiam dinheiro desviado da estatal, como indicam as investigações da Operação Lava Jato.

Entre as acusações, o peemedebista teria recebido pelo menos US$ 5 milhões em propina de um contrato com a estatal. Mas há muito mais a ser investigado. Existem seis inquéritos contra Cunha no STF.

Toda essa lama não é nenhuma novidade tratando-se de uma figura de destaque do PMDB, partido historicamente ligado a escândalos. O que surpreende é a enorme desenvoltura do correntista suíço em driblar as acusações e se manter no centro do poder. Não custa lembrar que o presidente interino, Michel Temer (PMDB), é muito próximo a Cunha. Em conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o senador peemedebista Romero Jucá deu a prova dos nove quando afirmou: “Michel (Temer) é Eduardo Cunha”.

Esse cenário comprova a necessidade de os trabalhadores irem à luta para colocar para fora Temer, Dilma, Cunha e todos os corruptos do Congresso e exigir a realização de eleições gerais, já!

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