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São José dos Campos 02/06/2016 | 15:21

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MML realiza atos contra estupro e violência à mulher, neste sábado

Manifestações ocorrem às 10h na Praça do Sapo, e às 14h, na Praça Afonso Pena

Menos de uma semana após a denúncia do estupro coletivo de uma jovem no Rio de Janeiro (RJ), uma advogada foi violentada em São José dos Campos, nesta terça-feira (31), voltando a revelar o horror desse tipo de crime machista no Brasil.

A vítima, que tem 25 anos, foi abordada em plena luz do dia, enquanto entrava no carro, nas imediações da sede do Sindicato dos Metalúrgicos, no centro da cidade. A advogada foi estuprada na estrada Pedro Moacir de Almeida, próximo ao Clube de Campo Luso Brasileiro.

Para protestar contra esse tipo de violência, que atinge uma mulher a cada 11 minutos no Brasil, o MML (Movimento Mulheres em Luta), a CSP-Conlutas e o Sindicato dos Metalúrgicos realizam um ato na Praça do Sapo, neste sábado (4), às 10h.

Na Praça Afonso Pena, às 14h, acontece o ato “Por Todas Elas”, que unirá diversas entidades da região contra o estupro e a violência machistas. Os protestos vão pedir o fim da cultura do estupro, a punição dos estupradores e mais investimentos em políticas de combate à violência contra a mulher.

A advogada conta que, na iminência de ser violentada, pensou muito em Beatriz, a jovem carioca vítima de estupro coletivo. Sobre a tentativa de muitos em colocar a culpa na vítima, a advogada disse: “Eu estava com o corpo todo coberto, com calça, blazer, andando à luz do dia, em um local geralmente movimentado. Minha roupa não era um convite, o lugar não era um convite. A intenção dele era me violentar. É impossível não se sentir desprotegida.”

Aumento da violência
Os estupros mais que dobraram em São José dos Campos, passando de 34 casos entre janeiro e abril do ano passado para 72 casos nos primeiros meses deste ano.

A situação é semelhante no Vale do Paraíba, onde os estupros aumentaram de 191 entre janeiro e abril do ano passado, para 209 este ano. São quase dois estupros por dia na região.

Em todo país, a violência sexual (estupro, assédio e exploração) cresceu 129% em 2015 em relação ao ano anterior: de 1.517 passou para 3.478 relatos. Foram registrados 9,5 estupros por dia.

Já a violência em geral contra a mulher, como agressões física e moral, cresceu 44,74%.

Resposta de Temer
Diante da indignação e da cobrança por medidas efetivas por parte do governo contra a violência machista, a resposta do presidente interino Michel Temer não poderia ser mais vazia.

Lançado nesta terça-feira, o Plano Nacional de Combate à Violência contra a Mulher não tem verbas ou prazo para entrar em ação.

Dentre as medidas, o plano prevê o pagamento de diárias a policiais da Força Nacional de Segurança que atuarem, em dias de folga, em regiões com altos índices de violência doméstica. De tão vaga, a proposta soa como piada.

Por outro lado, não foi nada engraçado o corte de verbas e rebaixamento do Ministério das Mulheres ao caráter de Secretaria, bem como a nomeação da ex-deputada Fátima Palaes para o comando da pasta.

Entre suas posições polêmicas, Palaes defende a proibição do aborto em casos de estupro, que hoje é um direito garantido por lei.

“Convidamos toda população a participar dos atos. Não dá pra esperar nenhuma melhora na situação das mulheres neste governo. Por isso vamos pra rua, exigir o fim da violência machista e exigir fora Temer e fora todos”, afirma Janaína dos Reis, ativista do MML.
 

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