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Rejeitado pela população 18/05/2016 | 10:03

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Temer assume mirando direitos dos trabalhadores

Reforma da Previdência, trabalhistas e ataques aos SUS e educação estão nos planos do governo interino

Depois da votação no Senado, que decidiu, na semana passada, pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT), o Palácio do Planalto está agora sob o comando de Michel Temer (PMDB).

Em até 180 dias o processo do impeachment deverá ser concluído, com nova votação entre os senadores, que decidirão pela saída definitiva ou não de Dilma.

Neste período, o país segue sendo governado interinamente por Temer, agora com o apoio do PSDB, DEM e uma série de partidos que até bem pouco tempo apoiavam a gestão petista.

Sem mudanças
A troca de Dilma por Temer não traz nada de positivo para os trabalhadores.

A petista já vinha realizando uma série de ataques contra os nossos direitos. O novo presidente vai continuá-los: ajuste fiscal, cortes nos programas sociais, privatizações e reformas trabalhista e da Previdência.

Apesar do barulho dos petistas agora na oposição, não há como negar que, basicamente, é a mesma política econômica, que favorece banqueiros e grandes empresários.

Prova disso é que o banqueiro Henrique Meirelles, empossado por Temer como ministro da Fazenda, também era o homem que Lula queria colocar no governo Dilma se ela escapasse do impeachment.

Corrupção continua
Quem esperava refresco na corrupção com o novo governo, pode tirar o cavalinho da chuva. Assim como na era PT, o governo do PMDB está envolvido até o pescoço em escândalos. Entre os 22 ministros de Temer, 7 deles foram citados no curso da operação Lava Jato. Além disso, o novo ministério não tem mulheres e negros. Um absurdo!

Aposentadoria em risco
Dilma foi afastada sem conseguir aprovar a reforma da Previdência. Com a bola nos pés, Michel Temer quer concretizar as mudanças na legislação previdenciária, que têm o objetivo principal de dificultar o acesso à aposentadoria por meio da imposição de uma idade mínima.

“Com a reforma, eles quererem tornar praticamente impossível a aposentadoria dos trabalhadores brasileiros. Precisamos organizar uma greve geral para deter esse ataque e colocar pra fora todos, Dilma, Temer e esse Congresso”, disse o diretor do Sindicato Renato Almeida.

Centrais pelegas
Nesta segunda-feira (16), Força Sindical, UGT e CSB se reuniram com Temer para “negociar” a reforma. Aquilo foi mais um “teatro”, promovido para dar legitimidade à proposta que deverá ser apresentada dentro de um mês.

CUT e CTB se negaram a participar do encontro com o peemedebista, mas faziam parte do fórum criado por Dilma para debater a reforma. Quanta incoerência!

A CSP-Conlutas defende que os representantes dos trabalhadores não aceitem “negociar o inegociável”. Ou seja: reforma da Previdência para atacar direitos, não!

Fora todos
Os ataques à Previdência mostram que para os trabalhadores o único caminho é exigir “Fora todos” e a realização de eleições gerais, sem os corruptos da Lava Jato, sem financiamento de empresários e com mesmo tempo de TV para todos os candidatos.

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