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Eleições gerais, já! 12/05/2016 | 14:31

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Senado afasta Dilma. Agora é “Fora Temer e todos eles!”

Trabalhadores não podem ter ilusões com governo Temer e precisam fortalecer luta por eleições gerais

O Senado aprovou, nesta quinta-feira (12), o pedido de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), por um placar de 55 votos a favor e 22 contra. Com o afastamento de Dilma por até 180 dias, o vice Michel Temer (PMDB) assume interinamente a condução do país e já prepara uma série de ataques aos trabalhadores.

Dentro desse prazo, os senadores vão julgar o processo contra a petista, agora sob comando do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski.

Se for condenada, Dilma sai definitivamente do cargo e perde os direitos políticos por oito anos. Neste caso, Temer permanecerá na Presidência até o final de 2018. Se for inocentada, Dilma volta a presidir o país.

O afastamento de Dilma, que vinha batendo recordes de desaprovação entre os brasileiros, é uma derrota humilhante para o governo do PT. No poder, o partido fez uma opção de governar para os grandes empresários e banqueiros e virou as costas para a classe trabalhadora.

Ataques de Temer
Os trabalhadores não podem alimentar esperanças em relação ao governo Temer. Em seu programa “Uma ponte para o futuro”, o PMDB do novo presidente apresenta uma série de medidas que atacam direitos históricos em nome da “recuperação da credibilidade do país”.

Preparando o terreno para uma nova reforma nas regras para aposentadoria, Temer vai abrigar a Previdência Social dentro do Ministério da Fazenda, que ficará sob o comando do banqueiro Henrique Meirelles. Dentre os objetivos da reforma previdenciária, estão o aumento da idade mínima para aposentadoria e o corte no valor dos benefícios e pensões, inclusive com a possibilidade de que sejam pagos valores menores do que um salário mínimo.

A reforma trabalhista também está na lista de prioridades do peemedebista. A intenção é avançar na proposta de que o negociado entre sindicatos e patrões prevaleça sobre a lei trabalhista, o que abre caminho para retirada de direitos.

Também estão previstos cortes no orçamento da saúde e educação, além de uma série de privatizações.

É bom lembrar que muitos desses ataques já estavam sendo implementados pelo governo Dilma.

Ministério de patrões
A cara do novo ministério também sinaliza a que vem Michel Temer: grandes empresários, banqueiros e ruralistas. Nomes escolhidos, aliás, depois de uma grande barganha envolvendo cargos e a compra de apoio no Congresso Nacional. Além disso, o ministério do presidente interino não tem uma mulher sequer.

Outro destaque negativo na equipe ministerial é Alexandre de Moraes, novo titular do Ministério da Justiça e Cidadania. Moraes é secretário de Segurança Pública de São Paulo. No comando da Polícia Militar do estado, Moraes tem um histórico truculência e desrespeito aos movimentos sociais.

Ficha-suja
Michel Temer chega à Presidência desgastado, com 66% dos brasileiros defendendo seu afastamento, segundo pesquisas de opinião realizadas recentemente. O interino não passa de mais um "ficha-suja" no governo: tem o nome envolvido na Lava Jato e já foi condenado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo por fazer doações de campanha acima do limite permitido por lei.

Seus ministros também não têm currículos limpos. Vários deles têm seus nomes envolvidos em escândalos de corrupção, como Eliseu Padilha (escândalo dos precatórios), José Serra (Metrô de São Paulo) e Geddel Vieira Lima e Henrique Alves (operação Lava Jato). Fica claro, portanto, que o governo Temer não terá nenhum compromisso com o combate à corrupção.

Greve geral
Para os trabalhadores, a única saída continua sendo a construção de uma forte greve geral que paralise o país e exija "Fora Temer e todos eles", com a convocação de novas eleições gerais, com regras mais democráticas. Para que a política deixe de ser um balcão de negócios, é preciso acabar com o financiamento privado de campanha, garantir tempo igual de TV e rádio para todos os candidatos e impedir a participação dos corruptos.

“Com seu ministério e as propostas apresentadas, Temer deixa claro que vai continuar a governar para os banqueiros e empresários. Certamente, ele vai dizer que herdou um país quebrado para descer o sarrafo nos trabalhadores. Por isso, defendemos uma greve geral para colocar todos eles para fora e exigir novas eleições”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

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