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Festa da CUT 03/05/2016 | 10:34

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À beira do afastamento, pacote de bondades de Dilma são migalhas

Reajuste da tabela do imposto de renda e Bolsa Família não cobrem nem a inflação no último ano

Após cinco anos de ataques aos trabalhadores, a presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou neste 1º de Maio, durante a festa promovida pela CUT, uma série de medidas na tentativa de reconquistar a simpatia da população.

Longe de representar ganhos reais, as iniciativas são extremante limitadas e parecem mais um ato desesperado da presidente, a poucos dias da votação que definirá o andamento do impeachment no Senado e, com isso, o seu possível afastamento do cargo por até 180 dias.

O reajuste de 5% na tabela de incidência do Imposto de Renda Pessoa Física a partir de 2017 e de 9% nos benefícios do Bolsa Família são insuficientes para recompor as perdas históricas e a inflação do ano passado, que chegou a 11,28%, de acordo com o INPC.

Para se ter uma ideia, a tabela do Imposto de Renda acumula uma defasagem histórica de 72,2%, segundo o Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal. Se este reajuste fosse aplicado, o trabalhador com salário até R$ 2.699,44 não pagaria imposto. No entanto, pela tabela em vigor, a isenção atinge apenas salários de até R$ 1.903,98.

Além disso, o reajuste anunciado por Dilma ainda precisa ser aprovado no Congresso.

Já o aumento do Bolsa Família terá impacto entre apenas R$ 3 e R$ 5 na renda das famílias, a partir de junho. Apesar do reajuste, o governo vem cortando verbas dos programas sociais. Apenas este ano, foram cortados 87% do orçamento para construção de creches, além de R$ 1,7 bilhão do próprio Bolsa Família, dentre outros cortes.

“Após anos de ataques, aplicando o ajuste fiscal e retirando direitos, o governo Dilma faz marketing vazio na tentativa de reconquistar os trabalhadores. Mas não adianta, a insatisfação é geral, tanto contra Dilma, como contra o vice Michel Temer. Centrais sindicais como a CUT e CTB precisam romper com o governo e se somar à CSP-Conlutas na construção de uma Greve Geral para exigir 'Fora todos eles', eleições gerais e o fim do ajuste fiscal", afirma o secretário-geral do Sindicato, Renato Almeida.

 

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