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Machista! 29/04/2016 | 16:20

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Em discurso, deputado Flavinho afirma que “mulheres de verdade” não querem ser empoderadas

Discurso machista provoca reação na internet

O deputado federal Flavinho (PSB) fez um discurso durante a sessão de votação da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara, na última quarta-feira (27), que deixou muitas mulheres indignadas.

Para justificar seu voto contra a criação da Comissão, Flavinho disse: “As mulheres que estão lá fora, que não são feministas, como muitas aqui, a mulher de verdade que está lá fora ralando para sobreviver não quer empoderamento. Ela quer ser amada, quer ser cuidada”.

Sob os protestos das deputadas presentes contra o teor machista da afirmação, Flavinho ainda acrescentou: “E não venham me dizer que nós, homens, não entendemos de mulher. Entendemos, sim. É que as senhoras, muitas vezes, não entendem o que é ser amada e acham que essas mulheres não querem ser amadas como as senhoras. Respeitem as mulheres do Brasil que querem ser mães, que querem ser amadas”, enfatizou.

Além de machista, a afirmação do deputado é absurda. É evidente que as mulheres querem ser amadas. A questão é que amor, por si só, não resolve o problema da desigualdade de direitos encarada por elas no dia a dia.

Empoderamento
O empoderamento da mulher, ao qual o deputado se referiu, nada mais é que a promoção a de direitos e condições de igualdade às mulheres diante do machismo que existe na sociedade.

Foi graças à luta das feministas que as mulheres conquistaram o direito ao voto, ao ensino superior, ao emprego, melhores salários e a criminalização da violência doméstica, com a Lei Maria da Penha.

Infelizmente, ainda há muito em que avançar. A cada cinco minutos, uma mulher é agredida no país. Em cerca de 70% dos casos, quem agride é o marido ou namorado, de acordo com o Ministério da Justiça.

A desigualdade no trabalho também é grande. Ainda hoje os homens recebem em média 30% a mais que as mulheres.

“Nós do Sindicato repudiamos a fala do deputado. Não queremos apenas ser amadas. Queremos o fim da violência machista que todos os dias mata milhares de mulheres. Queremos salário igual para trabalho igual e igualdade de direitos”, afirma a diretora do Sindicato Aline Bernardo dos Santos.

A criação das Comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa foram aprovadas por 221 votos a favor, 167 contra.

 

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