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Por eleições gerais 18/04/2016 | 14:28

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Fora Dilma, Temer e todos eles. Agora, rumo à Greve Geral

Trabalhadores não confiam em nenhum deles e exigem eleições gerais

Este domingo (17) foi um dia histórico para o Brasil, pois marca o naufrágio do governo do PT com seu projeto reformista, que durante anos tratou como amigos os banqueiros, empresários e corruptos. Já os trabalhadores foram tratados como inimigos.

Justamente por isso não vimos ontem a classe trabalhadora sair às ruas para defender o governo. O que vimos foram manifestações convocadas pelo PT (pró-Dilma) e pela Fiesp e PSDB (pró-impeachment).

Nas fábricas, o repúdio ao governo é grande, como demostram as vaias de operários da Volks do ABC ao discurso em defesa do governo por parte do presidente do sindicato local ligado à CUT. Também ficou demonstrado o repúdio ao governo com a adesão dos metalúrgicos da nossa região ao “Fora todos eles”.

Os trabalhadores não foram às ruas defender Dilma e o PT porque o governo não resolveu os principais problemas da classe: não reduziu em um minuto sequer a jornada de trabalho, não garantiu estabilidade no emprego, piorou a qualidade da saúde e educação e manteve o pagamento da dívida pública, que consome mais da metade do orçamento do país. Essa é a moral da história de um governo que, após 13 anos de ataques, perdeu o apoio dos trabalhadores.

No entanto, a continuidade do processo de impeachment aprovada na Câmara dos Deputados de nada serve para resolver os problemas dos trabalhadores e da população pobre. A votação agora segue para o Senado, que deverá manter o afastamento da presidente e conduzir ao seu lugar o igualmente corrupto Michel Temer (PMDB). A previsão é de que a votação ocorrerá ainda no mês de maio.

Com placar final de 367 votos favoráveis ao impeachment e 137 contra, a votação também explicitou o descaramento e a hipocrisia dos deputados e do presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB). Durante a votação, não faltaram discursos associando o impeachment da presidente ao fim da corrupção no país, enquanto 60% dos parlamentares respondem a processos por crimes que vão de corrupção até homicídio. Além disso, a maioria destes deputados apoia corrupto Eduardo Cunha.

Agora é “Fora Temer e todos eles”
Além de não ter legitimidade para governar o país, Michel Temer também é amplamente rejeitado entre a população. Mais de 65% aprovam o impeachment de Temer, enquanto 77% apoiam a cassação de seu eventual vice, Eduardo Cunha (PMDB), dono de contas milionárias no exterior e também investigado pela Operação Lava Jato.

O desgaste não é por acaso. Desde o início do segundo mandato de Dilma, Temer e Cunha foram parte do governo. Agora, os sucessores de Dilma já defendem como planos para uma nova reforma da Previdência (aumentar a idade mínima e reduzir o acesso à aposentadoria, privatizar empresas públicas e até mesmo de serviços públicos - como a saúde, além de liberar a terceirização nas empresas.

Para isso, Temer já vem construindo seu provável governo com políticos do PDSB, DEM, PP e com apoio de banqueiros e da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Temer também já está tramando um acordão para enterrar a Lava Jato e deixar impunes todos os políticos e empresários envolvidos nos desvios da Petrobras.

Por isso, desde já, vamos preparar o Fora Temer e exigir também saída de todos os deputados e senadores. Somente eleições gerais sem a participação de nenhum corrupto, sem dinheiro de empresários e com tempo de TV igualmente distribuído entre todos os partidos dará aos trabalhadores a oportunidade de decidir.

Greve Geral para conquistar eleições
A hipocrisia escancarada dos deputados na votação do impeachment é prova de que não dá pra confiar em nenhum deles. Não vai ser fácil fazer essa corja de corruptos largar o osso. Apenas uma Greve Geral que pare o país pode forçar a realização de eleições gerais e construir uma alternativa dos trabalhadores frente a atual crise política e econômica.

Os metalúrgicos vão continuar na luta para colocar todos eles pra fora: Dilma, Temer, Cunha, Aécio e todos os deputados e senadores. Com mobilização nas fábricas, vamos construir uma alternativa de governo dos trabalhadores.

Neste dia 1º de maio, a CSP-Conlutas e o Espaço Unidade de Ação realizam o ato do Dia do Trabalhador, em São Paulo, como mais um passo na construção da greve.

O Sindicato dos Metalúrgicos irá organizar uma caravana para o ato e chama todos os trabalhadores a fortalecerem esta mobilização. O protesto será na Avenida Paulista, às 10h.

 

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