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Corrupção em SP 18/02/2016 | 11:23

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Esquema de propina sobre merenda envolve governo Alckmin e deputados

Operação Alba Branca investiga contratos superfaturados e pagamento de comissão

Mais um esquema de corrupção envolvendo o governo Alckmin veio à tona nas últimas semanas. Dessa vez são os contratos para compra de merenda escolar em São Paulo que estão sob suspeita. As investigações sobre a cobrança de propina tiveram início em janeiro e envolvem deputados, assessores e membros de alto escalão do governo do Estado.

A Operação Alba Branca, deflagrada pela Polícia Civil e Ministério Público Federal, aponta que 152 municípios paulistas podem ter sido alvo das fraudes, que funcionavam da seguinte forma: a Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) pagava comissões (propinas) a assessores do governo Alckmin e deputados estaduais e federais para superfaturar a venda de produtos agrícolas a serem usados na merenda escolar. Os contratos firmados com esses munícipios somam R$ 209,8 milhões, cerca de 48% dos gastos com merenda fornecida atravésde agricultura familiar no estado.

Em um de seus depoimentos, o ex-presidente da Coaf Cássio Chebabi denunciou que um assessor ligado ao presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado Fernando Capez (PSDB), se ofereceu para “destravar um contrato” em troca de propina. Chebabi também denunciou o ex-secretário da educação de São Paulo Herman Voorwald, que teria recebido propina da empresa Citricardilli, antiga fornecedora. É o famoso “toma lá dá cá”.

O Tribunal de Justiça de São Paulo já determinou a quebra do sigilo fiscal e bancário do próprio Capez. O esquema também envolve figuras do alto escalão do governo Alckmin, como o ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governo, Luiz Roberto dos Santos, o “Moita”, o deputado federal Duarte Nogueira (PSDB), ex-secretário da Agricultura e atual chefe da Secretaria de Logística e Transportes do governo Alckmin e o ex-chefe de gabinete da Secretaria de Educação Fernando Padula.

Já entre os políticos investigados, além de Capez, estão os deputados federais Baleia Rossi (PMDB) e Nelson Marquezelli (PTB) e o deputado estadual Luiz Carlos Gondim (SD).

Metrô
Esse é mais um caso de corrupção ligado ao governo tucano no estado de São Paulo, já envolvido no cartel dos trens. Segundo inquérito da Polícia Federal, o esquema desviou mais de R$ 100 milhões em obras de trens e metrô de SP entre 1998 e 2008. Os casos aconteceram durante os governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB. Até hoje corruptos e corruptores seguem sem punição.

“É preciso apurar e punir tanto os políticos corruptos quanto as empresas corruptoras. Os políticos do PSDB apontam a corrupção dos governos do PT, mas seguem a mesma cartilha. São todos farinha do mesmo saco e não representam os interesses dos trabalhadores”, afirma o diretor do Sindicato Célio Dias.
 

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