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General Motors 03/02/2016 | 18:47

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Em reunião com prefeito, Sindicato cobra medidas contra demissões

Presidente Macapá defendeu a necessidade de o governo federal garantir estabilidade no emprego para todos os trabalhadores

O Sindicato reivindicou ao prefeito Carlinhos Almeida (PT) para que interceda junto a General Motors em defesa dos 517 trabalhadores demitidos esta semana pela montadora. O prefeito afirmou que pretende marcar uma reunião com a GM logo após o Carnaval e pedir que as demissões sejam canceladas.

A reunião entre dirigentes sindicais e o prefeito Carlinhos aconteceu nesta quarta-feira (3), na Prefeitura. O Sindicato foi representado pelo presidente Antônio Ferreira de Barros (Macapá), o secretário geral Renato Almeida, o diretor Valmir Mariano da Silva e o membro da Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates (Mancha).

Os trabalhadores da GM foram demitidos na segunda-feira (1º), depois de ficarem cinco meses em lay-off. O Sindicato, que é contra as demissões, defendeu que a Prefeitura e a Câmara Municipal devem cobrar a manutenção dos empregos na GM e o investimento de R$ 2,5 bilhões no complexo de São José dos Campos.

O Sindicato mais uma vez afirmou a necessidade de o prefeito também cobrar medidas concretas do governo federal para garantia de estabilidade aos trabalhadores.

Lesionados e pré-aposentados
Muitos dos trabalhadores que foram demitidos estão em fase de pré-aposentadoria ou possuem lesões adquiridas na fábrica. Por isso, o Sindicato reivindicou ao prefeito que disponibilize mais médicos ao Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador). Lá, é feito o reconhecimento e liberação das Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT), que é o primeiro passo para que os lesionados conquistem estabilidade no emprego. Hoje, o único médico que atende no Cerest trabalha para a General Motors.

O Sindicato também reivindicou que a Prefeitura pressione o INSS para agilizar a contagem oficial do tempo de serviço de trabalhadores que estão em fase de pré-aposentadoria.

“A Prefeitura e o Governo Federal têm de agir imediatamente em defesa do emprego desses metalúrgicos. O Sindicato tem feito um grande esforço para que esses pais e mães de família não percam seus empregos. Está na hora de o poder público parar de agir somente em defesa das empresas e tomar medidas em favor dos trabalhadores”, afirma o presidente Macapá.

Levantamento realizado pelo Dieese mostra que as 517 demissões terão um forte impacto na economia da cidade. No período de um ano, deixarão de ser injetados cerca de R$ 43 milhões, considerando-se salários e PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

Carro líder em vendas
Apesar da crise econômica vivida no país, a GM é líder em vendas com o Onix e a picape S10 e tem plenas condições de manter todos os trabalhadores na fábrica. Prova disso são os US$ 9 bilhões que a montadora vai distribuir a seus acionistas.

Ao contrário do governo federal, que até agora não se mexeu para defender o emprego dos trabalhadores, o Sindicato está há 18 meses na luta para evitar demissões em massa na GM.

Foto: Antonio Basilio/PMSJC

 

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