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PLR 2015 19/01/2016 | 09:45

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Metalúrgicos rejeitam proposta e mantêm greve na GM em São José

Trabalhadores reivindicam R$ 6.405 e empresa quer pagar só R$ 5.000

Os metalúrgicos da General Motors de São José dos Campos rejeitaram nesta terça-feira (19) a proposta da segunda parcela da PLR 2015 (Participação nos Lucros e Resultados) apresentada pela montadora e decidiram manter a greve iniciada ontem. A paralisação continua por tempo indeterminado.

A montadora ofereceu R$ 5.000, enquanto os trabalhadores reivindicam R$ 6.405. A greve parou 100% das atividades e obrigou a empresa a avançar nas negociações, mas o avanço foi insuficiente e rejeitado por ampla maioria dos trabalhadores.

Os metalúrgicos cruzaram os braços na segunda-feira para pressionar a GM a aumentar a proposta da PLR 2015. A empresa pretendia pagar apenas R$ 4.250. Após nova rodada de negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, a empresa subiu a proposta para R$ 5.000 e antecipação da primeira parcela do 13º salário.

"O 13º salário é um direito nosso, o que estamos discutindo agora é a PLR. Mas se a empresa tem dinheiro para antecipar o 13º, tem para pagar uma PLR maior", disse o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, durante a assembleia.

O Sindicato está buscando uma nova negociação com a empresa ainda nesta terça-feira.
A GM também não pagou a segunda parcela da PLR para as fábricas de São Caetano do Sul e Gravataí. Em São Caetano, os trabalhadores já protocolaram aviso de greve.

A General Motors é a segunda maior montadora do país, produz o carro líder em vendas no mercado nacional, repassou 9 bilhões de dólares aos seus acionistas e é única grande montadora que quer rebaixar drasticamente o valor da PLR. Enquanto isso, os trabalhadores sofrem com o aumento da inflação, pagando mais pela alimentação, transporte e serviços básicos.

"Os trabalhadores estão dispostos e vão a lutar por uma PLR maior", afirmou Macapá.

A fábrica de São José dos Campos produz os modelos S10 e Trailblazer, além de motores e transmissão. A GM tem 4.800 trabalhadores, sendo que cerca de 600 estão em lay-off até o dia 31 de janeiro.

“A nossa luta, além da PLR, é uma luta por emprego e contra as demissões nas montadoras. É hora de decretar estabilidade de emprego no país”, concluiu Macapá.

 

 

 

 

 

 

 

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