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Metalúrgicos organizados 28/11/2015 | 13:49

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Conselho de Representantes faz balanço de 2015 e já discute 2016

Conselheiros fizeram, neste sábado, a última reunião do ano

Apesar de todos os ataques vindos dos patrões e do governo durante o ano de 2015, os metalúrgicos se organizaram e foram à luta para garantir direitos e melhores salários. O balanço dessas lutas e desafios foi feito na última reunião do Conselho de Representantes no ano.

A reunião aconteceu nesse sábado (28), na sede do Sindicato, e reuniu cerca de 80 conselheiros. O presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, abriu os trabalhos lembrando das medidas tomadas pela presidente Dilma Rousseff (PT) ao longo do ano contra a classe trabalhadora.

“Quem não se lembra das medidas provisórias 664 e 665, que reduziram o acesso ao seguro-desemprego, ao PIS, à pensão? Também vivemos um ano de arrocho salarial, inflação, demissões e dureza nas negociações com os patrões. Mesmo assim, fizemos grandes greves, como na GM, MWL, Sun Tech/LG, Heatcraft e Chery”, afirmou.

Macapá ressaltou ainda que as lutas aconteceram num cenário de crise econômica e política, em que a classe trabalhadora foi chamada a pagar a conta, com ajuste fiscal, o famigerado Programa de Proteção ao Emprego (PPE) e alta nos preços.

“Mas aqui nós mostramos nossa força. Conseguimos fazer a melhor Campanha Salarial do segundo semestre no país. Ao contrário da CUT, lutamos de verdade e enfrentamos governo e patrões”, disse Macapá.

Além de lutar nas fábricas, os metalúrgicos da nossa região também lutaram nas ruas, como aconteceu na Marcha dos Trabalhadores e Trabalhadoras, no dia 18 de setembro. Cerca de 15 mil trabalhadores, estudantes e ativistas de movimentos sociais ocuparam a região da Avenida Paulista, em São Paulo, para protestar contra o governo Dilma, o ajuste fiscal e os partidos que fazem oposição de direita, especialmente PMDB e PSDB.

Vem mais por aí
Mas se o ano de 2015 foi difícil, 2016 pode ser ainda pior. As estimativas são de que a crise econômica vai se aprofundar, com queda do PIB (Produto Interno Bruto), aumento da inflação e piora no desemprego.

Para enfrentar mais esse caos social, o caminho será um só: “Se em 2016 a classe trabalhadora não tomar as ruas do país, vai ser um ano de fome. Nossa luta terá de ser contra os patrões, mas também contra o governo”, convocou o secretário-geral do Sindicato, Renato Almeida.

“Em 2016, o Sindicato completa 60 anos de história. Será, sem dúvida, um ano de muita festa, mas principalmente de muita luta”, finalizou Macapá.

Contra o machismo
Como parte das tarefas de combate à opressão, a reunião do Conselho de Representantes contou com a participação de Sílvia Ferraro, membro da Executiva Nacional do Movimento Mulheres em Luta (MML).

Silvia abordou o tema da violência contra a mulher, um problema que coloca o país num vergonhoso ranking: o Brasil está em quinto lugar entre os países que mais matam mulheres no mundo. Os dados apresentados por Sílvia são alarmantes. Entre os anos de 1980 e 2013, o número de mulheres assassinadas cresceu 252%. Hoje, 13 mulheres são assassinadas por dia no Brasil.

“Nós temos leis que tratam do tema, mas só a lei não basta. Se não são colocadas em práticas, essas leis são letras mortas. O problema é que os governos municipais, estaduais e federal não aplicam recursos para proteção à mulher, como por exemplo a implantação de delegacias da mulher 24 horas, centros de referência e casas-abrigo”, alerta Sílvia.

A palestrante também alertou para as consequências do ajuste fiscal do governo Dilma, que cortou ainda mais as verbas para proteção e prevenção ao crime contra a mulher. Silvia criticou ainda o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), com seu projeto de lei 5069, que dificulta o acesso das mulheres ao direito de aborto em caso de estupro.

“Temos a obrigação de combater o machismo que está dentro de nós e que faz mal à pessoa e à classe trabalhadora. Precisamos da classe unida. Se não tivermos homens e mulheres juntos, não conseguiremos derrotar os patrões”, afirmou.

Moção
Ao final da reunião, os conselheiros aprovaram uma moção de repúdio contra a Prefeitura e a Câmara Municipal de Jacareí, que mantiveram a cobrança da taxa de iluminação pública na cidade, apesar dos protestos da população.
 
 
 
 
Fotos: Tanda Melo
 
 
 

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