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Corrupção 16/08/2011 | 17:52

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Mar de lama inunda ministérios de Dilma

Impunidade prevalece e toma-lá-da-cá continua

Em oito meses de mandato, um mar de lama não para de transbordar dos ministérios do governo Dilma. Já chega a seis o número de pastas envolvidas em escândalos de corrupção: Turismo, Agricultura, Transportes, Cidades, Desenvolvimento Agrário e Minas e Energia.

No escândalo mais recente, no Ministério do Turismo, comandado pelo PMDB, a Polícia Federal investiga desvios de R$ 4,4milhões relacionados a convênios de capacitação profissional no Amapá. A Polícia Federal já realizou 35 prisões, além de expedir sete mandados de busca e apreensão. Entretanto, todos já foram soltos.

Mas apesar de tanta lama, a presidente Dilma dá sinais de que não vai tirar o emprego do ministro Pedro Novais para não arranhar suas relações com o PMDB, principal partido da base governista. Mesmo porque a “lambança” começou ainda no governo Lula, quando o Ministério do Turismo estava sob o comando do PT. Ou seja, somente serão presos os chamados “peixes pequenos”. Os graúdos continuarão agindo nos bastidores do poder.

Já no Ministério da Agricultura, apesar das evidências de corrupção e pagamentos de propinas, também comandado pelo PMBD, a presidente Dilma afirma que o titular da pasta, Wagner Rossi, continua sendo de sua total confiança, portanto, está sob sua proteção. O ministério caiu no olho do furacão desde que Oscar Jucá Neto, irmão do senador Romero Jucá (PMDB), disse em entrevista que “há bandidos na Conab” e que o ministro participava de esquemas de corrupção.

Além dos casos de desvio de dinheiro público, há ainda denúncias de que Wagner Rossi transformou a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) num cabide de empregos para acomodar parentes de líderes políticos do PMDB. Sob sua ordem, o número de assessores especiais do gabinete do presidente da Conab mais que quadruplicou, passando de seis para 26. Salários pagos com dinheiro do povo!

Impunidade prevalece e toma-lá-da-cá continua

A suposta faxina no Ministério dos Transportes não passou, na verdade, de uma pequena vassourada. Os mais de 20 nomes afastados foram apenas demitidos, sem qualquer denúncia na Justiça ou cobrança do dinheiro público desviado.

No máximo está havendo a troca dos nomes a frente dos ministérios, sem afetar sequer a partilha dos cargos entre os partidos "aliados". A impunidade está prevalecendo.

Com as denúncias, o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento pediu demissão, mas – ironia das ironias – a presidente Dilma fez questão de manter na pasta um nome do mesmo PR que comandou todos os esquemas de corrupção. Já Nascimento voltou a ocupar a vaga no Senado.

O fato é que a presidente Dilma e o PT não rompem com a prática do toma-lá-da-cá que impera no governo. Continuará fazendo concessões aos “aliados”, para manter a maioria nas votações do Congresso, de medidas inclusive prejudiciais aos trabalhadores.

Para evitar a instalação da CPI dos Transportes, Dilma prometeu obras e cargos à base aliada. O objetivo da CPI era investigar casos de corrupção na pasta, que vinha sendo comandada pelo Partido da República (PR), presidido por Alfredo Nascimento. O caso só veio à público após denúncias publicadas pela imprensa, apontando um esquema de cobrança de propinas montado pelo PR.

“É preciso exigir do governo Dilma a demissão de todos os ministros e funcionários envolvidos em casos de corrupção. Da mesma forma, defendemos a cassação dos mandatos dos parlamentares corruptos. Mas as medidas contra a corrupção não podem parar aí”, defende o diretor do Sindicato e integrante da executiva nacional da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

Ainda segundo Mancha, os trabalhadores não podem depositar nenhuma confiança numa CPI deste Congresso Nacional, formado majoritariamente por políticos corruptos que votam sempre de acordo com interesses dos grandes empresários e contra os trabalhadores. E não são só os partidos da base do governo que são corruptos. Os partidos da chamada oposição de direita (PSDB, DEM e PPS) também sempre estiveram ligados a casos de corrupção.

“Defendemos a prisão, a devolução do dinheiro aos cofres públicos e o confisco dos bens de todos estes corruptos e corruptores. Queremos uma apuração total e independente de todos estes casos por entidades reconhecidas dos movimentos sociais e democráticos do nosso país”, disse.

A CORRUPÇÃO NO GOVERNO DILMA

Ministério dos Transportes - Suposto esquema de propinas beneficiava o Partido da República (PR), da base do governo. Escândalo já derrubou o próprio ministro e atual senador Alfredo Nascimento (PR) e mais de 20 funcionários do Ministério.

Ministério da Agricultura
- Denúncias de “cabide de emprego” na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de políticos ligados ao PMDB e desvio de dinheiro público que podem chegar a R$ 13 milhões.


Ministério do Turismo
– A Polícia Federal já realizou 35 prisões, além de expedir sete mandados de busca e apreensão. A PF investiga desvios de R$ 4,4milhões relacionados a convênios de capacitação profissional no Amapá.


Ministério das Cidades
- Denúncias de que o ministro Mário Negromonte (PP) favorecia empreiteiras que contribuíam com as campanhas eleitorais de seu partido. O Ministério liberou obras irregulares proibidas pelo próprio Tribunal de Contas da União.


Ministério de Minas e Energia
- Denúncias atingem a Agência Nacional do Petróleo (ANP), dirigida pelo ex-deputado Haroldo Lima (PCdoB). Gravações mostram assessores ligados a ANP cobrando propinas de clientes que chegam à monta de R$ 40 mil reais, para "liberação" de processos e pedidos. Segundo a denúncia, este dinheiro seria desviado para o PCdoB.


Ministério do Desenvolvimento Agrário
– Denúncia de venda de lotes que deveriam ser destinados a famílias beneficiadas por programas de Reforma Agrária. Outra denúncia aponta para o desmatamento realizado por madeireiras em áreas destinadas a Reforma Agrária, no Norte do país. Estas denúncias podem atingir ainda o Ministério do Meio Ambiente.

Ainda este ano, ocorreu a demissão do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci (PT), acusado de enriquecimento ilícito, usando sua posição no Governo. Já no Ministério da Defesa, houve a troca de Nelson Jobim por Celso Amorim. Apesar de não ter sido motivada por escândalo de corrupção, o setor terá de lidar com as denúncias envolvendo a cúpula militar, investigada por mau uso de recursos e favorecimento de empresas em obras como a do aeroporto de Natal.

 

 

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