Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região

Voltar para Página Inicial

Imprensa / Últimas Notícias

Não ao fechamento de escolas 16/10/2015 | 10:47

  • Aumentar Fonte
  • Diminuir Fonte
  • RSS
  • Imprimir
  • Enviar por e-mail

Alckmin é alvo de protesto e cancela participação em evento em São José

Manifestantes ocuparam o auditório de faculdade onde governador daria palestra

Em protesto contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e sua política de fechamento de escolas, cerca de 100 estudantes, professores e pais de alunos ocuparam o auditório da Faap (Fundação Armando Alvares Penteado), em São José dos Campos, onde o governador ministraria uma palestra sobre administração pública na tarde desta quinta-feira (15). Pressionado, Alckmin não quis receber os manifestantes e cancelou sua participação no evento.

O protesto contra reorganização escolar promovida por Alckmin teve início na Praça Afonso Pena e seguiu pela Avenida São João até a Faap. Com faixas, carro de som, bateria e palavras de ordem, os manifestantes denunciaram o caos da educação sob comando do governo tucano.

A reestruturação promovida pelo estado prevê que cada unidade escolar receba apenas alunos de um dos ciclos educacionais (Fundamental I, Fundamental II e Médio). Para promover a mudança, o governo irá encerrar o funcionamento de diversas escolas no período noturno, fechar salas de aula e até mesmo unidades escolares inteiras, remanejando os estudantes.

A estimativa é que o número de salas fechadas seja o equivalente a 150 escolas. Em São José, 10 escolas devem ser afetadas pela reestruturação.

“Para justificar o fechamento de escolas, Alckmin está usando o argumento que o estado tem salas de aula ociosas. Mas o que se vê são salas abarrotadas de alunos, num ambiente antipedagógico que torna nosso trabalho quase impossível. A real intenção do governo é cortar gastos e demitir professores”, avaliou a professora Cleusa Trindade, representante da Oposição Alternativa à Apeoesp.

“Minha escola está abandonada pelo governo. As salas têm mais de 40 alunos. Sempre tem muito barulho e brigas entre os estudantes. Isso sem contar as paredes rachadas, banheiros com portas sem fechadura e carteiras quebradas”, denunciou Natalício Sales de Siqueira, da escola Major Miguel Naked.

Segundo a estudante Ana Elisa Moreia Leite, da escola Rui Dória, que deve ter o Ensino Médio transferido para outra unidade, os alunos temem ser transferidos para escolas distantes de suas casas e de qualidade inferior.

O protesto foi organizado pela Anel (Assembleia Nacional dos Estudantes Livre), Oposição Alternativa à Apeoesp (sindicato dos professores) e contou com o apoio da CSP-Conlutas e do Sindicato dos Metalúrgicos.

Conteúdo Relacionado

Veja mais Notícias



Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Santa Branca e Igaratá
Sede: Rua Coronel Moraes, 143, Jardim Matarazzo, São José dos Campos - SP | Telefone: (12) 3946.5333 | Fax: (12) 3922.4775.
© 2019 Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região - Todos os direitos reservados | Desenvolvimento Web: ClickNow®