Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região

Voltar para Página Inicial

Imprensa / Últimas Notícias

Toma lá, dá cá 05/10/2015 | 16:10

  • Aumentar Fonte
  • Diminuir Fonte
  • RSS
  • Imprimir
  • Enviar por e-mail

Dilma dá mais ministérios ao PMDB, que já defende volta da CPMF

Novo ministro da Saúde fala em imposto permanente cobrado também sobre crédito e débito

A presidente Dilma Rousseff (PT) concluiu na sexta-feira (2) uma reforma ministerial que dá mais poder ao PMDB. Com isso, o governo usa a velha prática do toma lá, da cá para destravar a votação de projetos que vão aprofundar ainda mais o ajuste fiscal, como a volta da CPMF.

Com a reforma, o PMDB passa a comandar sete pastas (Saúde, Minas e Energia, Agricultura, Ciência e Tecnologia, Turismo, Secretaria da Aviação Civil e Secretaria de Portos), que juntas terão orçamento de R$ 99 bilhões previstos para 2016, mais do que os R$ 75,5 bilhões para as nove pastas ocupadas pelo PT. Ocupando ministérios considerados estratégicos, o PMDB terá mais peso político no governo do que o próprio PT.

Logo após a reforma, peemedebistas que antes diziam ser contra a CPMF no Congresso agora defendem mais este imposto. O novo ministro da Saúde, Marcelo Castro, por exemplo, não apenas defendeu a contribuição como ainda afirmou que a CPMF é o “melhor imposto que existe”. E completou: “Eu acho que esse é um sacrifício que a sociedade brasileira, se souber que os seus recursos estão sendo bem aplicados, irá contribuir”.

A declaração soa como piada de mau gosto diante do caos que sempre imperou na saúde pública do país, mesmo após 14 anos de cobrança da CPMF (de janeiro de 1994 a dezembro de 2007). O peemedebista ainda defendeu que o imposto deveria ser permanente e cobrado em operações de crédito, débito e depósito (tanto para quem deposita quanto para quem recebe).

“Essa história de que os peemedebistas liderados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, eram contra a CPMF nunca colou. O PMDB quer a mesma coisa que o PT: jogar a crise na conta do trabalhador. Por isso, precisamos construir na luta nossa própria alternativa política ao PT, PMDB e também à oposição de direita do PSDB”, avalia o secretário-geral do Sindicato, Renato Junio.

Farinha do mesmo saco
Enquanto ameaça colocar em votação na Câmara os pedidos de impeachment da presidente Dilma, Eduardo Cunha não escapou da Operação Lava Jato. O político já carrega cinco acusações de corrupção e lavagem de dinheiro.

Na última semana, o Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil os autos de investigação do político por suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Os documentos apontam a existência de contas bancárias milionárias no país europeu pertencentes a Cunha e seus parentes.

“À frente da Câmara, Cunha posa de defensor da ética, mas não passa de um corrupto como a maioria dos políticos que estão lá. Ouvir Cunha e os demais parlamentares defendendo o impeachment de Dilma por corrupção é como o sujo falando do mal lavado”, finaliza Renato.

Conteúdo Relacionado

Veja mais Notícias



Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Santa Branca e Igaratá
Sede: Rua Coronel Moraes, 143, Jardim Matarazzo, São José dos Campos - SP | Telefone: (12) 3946.5333 | Fax: (12) 3922.4775.
© 2019 Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região - Todos os direitos reservados | Desenvolvimento Web: ClickNow®